História de São José é desenhada no novo trapiche do Centro Histórico

A beira-mar do Centro Histórico de São José está passando por uma transformação que deve mexer com a emoção dos josefenses. A linha do tempo com a história da cidade está sendo desenhada no novo trapiche. Serão quase 80 metros com poemas, datas históricas, personalidades, curiosidades e tradições desde São José da Terra Firme.

Desenho no trapiche conta a história da cidade – Flavio Tin/ND

Pelo menos cinco pessoas se dedicam, de segunda a sábado, a pintar no piso do trapiche o roteiro elaborado pelo artista plástico Plínio Verani. Um desafio nos dias de vento frio que é vencido com agasalhos e a pressão do prazo, que se esgota. Os trabalhos começaram há dois meses e as três semanas que faltam para a conclusão parecem poucas para o tanto que ainda falta.

Verani conta que sentiu vontade de nem começar a obra, que ele mesmo idealizou, depois de ter se dado conta de quanto trabalho demandaria para um tempo tão curto. “Mas a obra ganha vida e ela é quem comanda”, afirma. Assim, o trapiche vai ganhando vida a cada passo em que se desenha parte da história de São José.

Antes de começar a linha do tempo, Verani dedicou um espaço a contar a história de alguém que é muito falada, mas que pouco se conhece, Santa Catarina, a santa e não o Estado. “A grande mártir é uma santa cristã, nasceu em Alexandria, cidade principal do Egito”, começa a pequena biografia da santa padroeira do Estado.

Roteiro foi elaborado pelo artista plástico Plínio Verani – Flavio Tin/ND

A linha do tempo de São José da Terra Firme começa com a chegada de famílias açorianas e segue até um ponto da atualidade. Quem entrar no trapiche poderá se imaginar passando pela história a partir da sua própria vida e seguindo com a da cidade. “Essa contextualização quer mostrar a grandeza da cidade, tudo o que ela viveu e vive até os dias de hoje”, explica Verani.

O que o artista quer com essa obra é levar os moradores a refletirem sobre a história da cidade, todas as suas fases que a trouxeram até o momento atual. “É importante que se conheça os personagens, os acontecimentos para que se compreenda a formação de São José”, disse.

A tinta utilizada para a pintura da linha do tempo é específica para piso e o acabamento é em acrílico. De certo, toda a arte de Verani e sua equipe pouco tempo durará no trapiche, mas isso não é o que importa. “O que vale é levar as pessoas a firmarem o olhar sobre a história de São José”, afirma o artista josefense.

História começa com a chegada dos açorianos – Flavio Tin/ND

Inauguração em setembro

O novo trapiche da beira-mar faz parte das obras de revitalização do Centro Histórico de São José iniciadas em janeiro pela prefeitura. As quadras esportivas e as escadas para contemplação do mar já estão prontas e o calçamento está quase concluído. No local também haverá uma praça, bicicletário, parede de escalada para crianças e academia. O valor de investimento é de cerca de R$ 2,9 milhões. A inauguração foi confirmada pela prefeitura para o dia 14 de setembro.

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