Homem é preso em flagrante negociando a venda clandestina de terreno da Casan, na Capital

Atualizado

Um homem de 47 anos foi detido na tarde desta segunda-feira (26) no bairro Ingleses do Rio Vermelho, em Florianópolis, após ser flagrado negociando a venda de um terreno pertencente à Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) e considerado APL (Área de Preservação Limitada). O caso ocorreu uma semana após a PMA (Polícia Militar Ambiental) identificar diversas vendas semelhantes no Norte da Ilha.

Imagem publicada no anúncio de venda clandestina de terrenos - Divulgação/ND
Imagem publicada no anúncio de venda clandestina de terrenos – Divulgação/ND

Foi durante uma fiscalização de rotina na servidão Três Marias, por volta das 15h, que agentes da PMA identificaram o indivíduo. Ele estava apresentando os terrenos grilados para duas possíveis compradoras. Segundo a subtenente Márcia Constantino Sálvio, comandante da operação, as vítimas informaram que ele aceitaria um carro, com valor estimado de R$ 20 mil, como parte do pagamento. O restante seria negociado.

A operação também contou com representantes da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) e da SMDU (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano).

Venda online

Os anúncios dos terrenos foram publicados na rede social Facebook, onde o vendedor utilizava o perfil da esposa. Os preços dos três terrenos em questão eram de R$ 28 mil (5m x 20m), R$ 30 mil (6m x 20m) e R$ 50 mil (10m x 20m) – este último, garantia o vendedor, incluía instalações de água e luz. A publicação ainda informava que o vendedor aceitava veículos como parte do pagamento e que mais informações poderiam ser obtidas pelo aplicativo WhatsApp.

Grilagem de terra continua em bairros do Norte da Ilha - Marco Santiago/ND
Fiscalização de grilagem de terra realizada na semana passada, no Norte da Ilha – Marco Santiago/ND

O homem detido, natural de Lages, foi encaminhado à 8ª Delegacia de Polícia da Capital. Ele prestou depoimento e irá aguardar a audiência de custódia. Segundo a subtenente Sálvio, ele será enquadrado na lei nº 6766, que dispõe sobre o parcelamento do solo urbano. “Estamos desde 2016 trabalhando duro na identificação de vendas de loteamentos clandestinos”, informou a policial militar ambiental. “É importante alertar a população, principalmente quem vem de fora, que não compre terrenos baratos e com promessas desse tipo sem averiguar.”

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