Homem que matou por não poder fumar em festa religiosa no Vale do Itajaí segue preso

Um homem responsável por matar um segurança de 53 anos durante baile religioso no Clube Esportivo Fluminense em Vidal Ramos, no Alto Vale do Itajaí, teve condenação de quase 22 anos de prisão mantida.

O crime ocorreu em maio de 2018, após ele ser advertido pelos seguranças a não fumar no local. Um outro segurança também foi atingido, mas sobreviveu.

A decisão é da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, em apelação sob a relatoria do desembargador Sérgio Rizelo.

Imagem ilustrativa – Flavio Tin/ND

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Relembre o caso

O crime ocorreu às 19h30, numa noite de domingo, no dia 20 de maio de 2018. Tudo começou após o homem ser advertido a não fumar no interior do baile, sendo retirado do local pelos seguranças.

O homem, então, foi até sua casa e retornou armado com uma espingarda calibre .28, com munição em forma de bucha fragmentada – que se divide após o disparo em diversos estilhaços, assim ampliando o alcance e evitando a chance de errar o alvo.

O primeiro tiro acertou um dos seguranças, ocasionando sete perfurações e levando a vítima à morte ainda no local.

Já o segundo disparo acertou as nádegas de outro segurança, culminando em  duas lesões perfurocontusas na região. Apesar disso, o segurança conseguiu fugir e se esconder, sendo socorrido posteriormente. O terceiro tiro, por fim, acertou uma parede.

O suspeito acabou sendo desarmado pelos presentes na festa, e fugiu. Segundo a Polícia Militar de Ituporanga, ele já tinha passagens policias com histórico de agressão.

De acordo com o Ministério Público, o atirador considerou a decisão do Conselho de Sentença contrária à prova dos autos. Disse que foi agredido duas vezes por um dos seguranças e agiu em legítima defesa. A versão, no entanto, não foi aceita.

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