Após acidente com patinete elétrico, homem que quebrou braço fará cirurgia, na Capital

Atualizado

Vilmar Michereff, de 32 anos, registrou nesta segunda-feira (15) um boletim de ocorrência na 1ª DP de Florianópolis após ter quebrado o braço num acidente com um patinete elétrico no sábado. Ele está com o membro imobilizado, afastado das atividades e passará por uma cirurgia.

Ele quebrou o punho após o acidente – Arquivo Pessoal

O homem é servidor da UFSC e voltava do trabalho de bicicleta pela ciclovia da Beira-Mar Norte, quando foi fechado por uma criança que conduzia o veículo motorizado.

“Eu estava na altura do Koxixos descendo em direção ao centro, quando vi cinco rapazes andando de patinete. Deviam ter entre oito e 13 anos, todos vindo na minha direção. E quando eles me viram, foram se encostando na lateral da ciclovia. O mais novinho ficou encostado na faixa contrária. Quando eu cheguei mais próximo desse menino, do nada ele resolveu trocar de faixa, então eu freei, a bicicleta capotou e eu fui com a mão no chão. Acabei quebrando o punho”, relatou o Vilmar.

Ele teve escoriações no ombro esquerdo e quebrou o osso rádio em algumas partes. Pessoas que estavam na Beira-Mar chamaram os bombeiros, que o me levaram até o Hospital Celso Ramos. Além da cirurgia, Vilmar também terá de fazer fisioterapia.

No BO que registrou, o ciclista reclamou da falta de fiscalização nos patinetes.

“Eu acho o serviço bom, a questão é que ele tem que ser melhor regulamentado. Menor de idade usando veículo motorizado é arriscado pra eles e pra outras pessoas”.

A Prefeitura de Florianópolis informou que já fez a regulamentação de uso desses veículos e reforça a necessidade dos usuários respeitarem as regras estabelecidas.

O artigo 10 do decreto prevê que “as empresas prestadoras do serviço, no ato de cadastramento do usuário condutor, realizado mediante aceite de Termo de Uso e Política de Privacidade, deverão observar as seguintes condições mínimas: I – idade mínima de 18 (dezoito) anos de idade para realizar o cadastro, comprovada mediante foto de documento de identificação válido (RG, CNH ou Passaporte), a fim de se responsabilizar pelo uso do equipamento, ainda que por pessoa diversa do cadastro que liberou o mesmo”.

A reportagem aguarda um retorno das empresas Grin e Yellow, que operam os patinetes na cidade.

Mais conteúdo sobre

Trânsito