Homicídios em prisões catarinenses são destacados em Atlas da Violência

Atualizado

Além de analisar as mortes violentas com base nos dados do Sistema de Saúde, o Atlas da Violência 2019 divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública).

Pela primeira vez, o levantamento traz dados sobre mortes do público LGBTI+, além de outras análises como mortes por amar de fogo, feminicídios e análise sobre as mortes da população negra.

O estudo também avalia a atuação das facções no sistema prisional brasileiro. Em um dos tópicos, o Atlas trata sobre a rebelião que ocorreu em 1º de janeiro no Complexo Prisional Anísio Jobim, em Manaus, quando integrantes do PCC e da Família do Norte (FDN), aliada do Comando Vermelho, se enfrentaram, o que resultou em 56 mortes.

No dia 14 do mesmo mês, outros 26 presos foram mortos na Prisão Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, por conta da guerra entre os grupos. Nesse período, o saldo mortes foi de 138, com episódios que atingiram também os sistemas penitenciários de Roraima, Paraíba, Alagoas, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Embora tenha apresentado uma das menores taxas de homicídio entre os estados, Santa Catarina apresentou aumento de 68,7% no número de mortes violentas. A variação ocorreu entre 2007 e 2017.

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