Hora de festejar, mas sem exageros!

Atualizado

Marcos Santos / USP – Foto: Imagens/ND

As festas de Carnaval estão aí, e todos querem se divertir e esquecer de tudo. Até porque, o ano no Brasil parece começar mesmo, depois do Carnaval. A data é sinônimo de alegria, então, todo o cuidado é pouco para fazer sua diversão valer a pena. O álcool é uma bebida legalizada no Brasil, mas os excessos da bebida podem causar graves consequências.

A médica endocrinologista, Dra. Cristina Schreiber de Oliveira traz alguns alertas para você ficar atento no período das festas. “É possível você se divertir muito, sem sofrer as graves consequências do exagero”, diz a especialista. Além disso, ela reforça que “não há dose segura de álcool”.

De acordo com a OMS, homens podem consumir até 15 doses de álcool por semana. Já as mulheres podem beber até 10 doses.  De qualquer forma “Uma dose de álcool leva uma hora para sua completa metabolização” reforça a médica.

“O que dificulta falarmos que, mesmo esta dose que parece não causar danos, não vá aumentar, por exemplo, o risco de câncer de mama na mulher e de próstata no homem a longo prazo. Lembre-se sempre: não há dose segura. O álcool é um químico e não um alimento”.

Calcule a dose

Segundo a OMS, uma dose corresponde a 14 g de álcool da bebida e, para calcular o volume que pode ser tomado, deve-se multiplicar a quantidade de bebida pela sua concentração alcoólica. Isso quer dizer, por exemplo, que uma dose corresponde a 350 ml de cerveja ou 150 ml de vinho.

“Todo cuidado é pouco. O álcool diminui a função executiva, o que faz com que as pessoas esqueçam inclusive quanto já ingeriram. Se não conseguir beber pouco, o melhor para sua saúde é não ingerir álcool” – aconselha Dra. Cristina.

Evite os efeitos negativos.

Tente perceber que está próximo de seu limite.

Fique atento quando começar a sentir alteração do comportamento, conduta impulsiva que pode desencadear comportamentos de risco, perda de equilíbrio, redução da capacidade de reagir a algum estímulo, redução da coordenação motora, náuseas, vômito e dores de cabeça. Lembre-se que, em doses muito altas, o álcool pode levar ao estado de coma.

Fique de olho nos sinais do exagero:

O álcool é um depressor do cérebro que, quando consumido, cai rapidamente na corrente sanguínea e é levado para outras partes do corpo, desencadeando diversos sinais.

– Pessoas que consumiram álcool podem apresentar, por exemplo, falta de coordenação motora, alterações de atenção, rubor na face, edema nas pálpebras, vertigens, suores, tremores, vômitos, câimbras, dores abdominais, taquicardia, entre outros sintomas.

– Além dessas características físicas, o álcool pode desencadear problemas psicológicos, como ansiedade, irritabilidade, depressão, insônia, entre outros. Vale destacar que o consumo exagerado pode levar até mesmo à morte.

Complicações crônicas

Se você tem doenças como gastrites, úlceras, hepatites, ao abusar da bebida, poderá sofrer com anemias, hipertensão arterial, cirrose, pancreatite e acidentes vasculares encefálicos.

Quem não pode beber

Bebidas alcoólicas não devem ser usadas em hipótese alguma por mulheres grávidas e amamentando, pessoas que realizarão atividades de risco, como operar máquinas e dirigir, pessoas que apresentam doenças que podem ser agravadas com o consumo da substância e pessoas que estão fazendo uso de medicamento que pode interagir com o álcool.

“CARNAVAL é BOM de qualquer jeito. Faça folia e brinque! Mas lembre-se: Sua saúde é seu bem maior”, aconselha a endocrinologista. 

Edição: Alessandra Cavalheiro

Dra. Cristina da Silva Schreiber de Oliveira

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