Hospital emite nota após Operação Arritmia, em Xanxerê

Atualizado

O Hospital Regional São Paulo (HRSP) em Xanxerê, emitiu uma nota sobre a Operação Arritmia deflagrada na manhã desta terça-feira (24), pela Polícia Federal, em Chapecó.

19 mil reais apreendidos na residência de um investigado em Xanxerê – PF/Divulgação/ND

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Florianópolis e sete em Xanxerê, com apoio de 46 policiais federais e cinco servidores da Controladoria Geral da União. A ação investiga crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo o médico responsável pelo setor de cardiologia do hospital. 

De acordo com a Polícia Federal, também são alvos das medidas a esposa do médico, o diretor administrativo e o diretor clínico do hospital, além do administrador da empresa que atualmente representa o fornecedor de órteses e próteses do hospital.

Em nota, a administração do Hospital Regional São Paulo disse que “a direção do hospital está tranquila e colabora, desde o início da operação, com o trabalho da polícia, com intuito de que sejam apurados os fatos da denúncia o mais breve possível”, disse. 

Ainda de acordo com a nota da instituição, a Polícia Federal coletou informações e apreendeu documentos no hospital. Ainda durante a manhã, a polícia apreendeu R$ 19 mil na casa de um dos investigados em Xanxerê. 

Investigação 

A investigação começou em março de 2018 no Ministério Público Federal, em Chapecó, a partir de denúncias de irregularidades envolvendo a aquisição de órteses e próteses para utilização em pacientes do Sistema Único de Saúde no hospital de Xanxerê. 

Com o aprofundamento das investigações, conforme o MPF, identificou-se um esquema de pagamento de propinas, especialmente para o médico responsável pelo serviço de cardiologia do hospital, bem como de possível utilização indevida de órteses e próteses em pacientes.

Ainda segundo a polícia, há indícios de que os fornecedores das próteses eram escolhidos por médico e diretores do hospital de acordo com os benefícios pessoais que lhes eram proporcionados, que consistiam no recebimento de valores em dinheiro, no patrocínio de viagens e/ou formalização de contratos fictícios de prestação de serviços de consultoria, utilizados para dissimular os pagamentos ilícitos.

A investigação apurou que o médico responsável por escolher as empresas fornecedoras das próteses cardíacas teria recebido irregularmente mais de 4,2 milhões de reais entre os anos de 2014 e 2019.

Há, ainda, indícios de que a fila de cirurgias do SUS estaria sendo fraudada pelos envolvidos.

A 1ª Vara Federal de Chapecó, além das medidas de busca e apreensão no hospital e nas residências, consultório, clínica e empresa dos envolvidos, determinou também o afastamento cautelar do médico das funções de coordenação/gestão do setor de cardiologia do Hospital São Paulo, bem como a indisponibilidade de bens e ativos financeiros dos investigados em montante superior a R$ 4,2 milhões.

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