Ibovespa tem 3ª alta consecutiva em dia de liquidez reduzida e poucas notícias

O Índice Bovespa teve nesta quinta-feira, 13, sua terceira alta consecutiva. Após um pregão de liquidez reduzida e noticiário escasso, o índice brasileiro fechou aos 87.837,59 pontos, perto da máxima do dia, em alta de 0,99%. Os negócios somaram R$ 10,7 bilhões. Mesmo com a terceira alta, o índice ainda contabiliza perda de 0,31% no acumulado da semana e de 1,86% em dezembro.

Sem novidades no cenário doméstico com potencial de criar expectativas e fazer preço nas ações, o ambiente internacional manteve-se como principal referência dos negócios. As bolsas de Nova York enfrentaram instabilidade na maior parte do tempo, com as atenções divididas entre questões econômicas e políticas. Por um lado, o presidente Donald Trump voltou a apontar na direção de um entendimento comercial com a China, o que alimentou o otimismo dos investidores. De outro lado, os mercados mostraram apreensão com a entrevista dada pelo presidente americano se defendendo de acusações de pagamentos irregulares feitos por seu ex-advogado.

A fraqueza dos índices de Nova York foi o principal fator de instabilidade do Ibovespa. A alta que predominou à tarde foi apoiada principalmente nas ações do setor financeiro, bloco de maior peso na carteira do Ibovespa. Nesse grupo, destaque para Banco do Brasil ON (+2,56%) e Bradesco ON (+2,88%). A alta dos preços do petróleo se acelerou no final da tarde e favoreceu os papéis da Petrobras, que enfrentaram volatilidade mas terminaram o pregão com ganhos de 0,53% (ON) e de 0,26% (PN).

“O tom positivo do Ibovespa foi resultado da recuperação de algumas ações que estavam muito amassadas desde as quedas da semana passada até o início desta semana. É uma recuperação parcial, como podemos ver no acumulado do Ibovespa na semana e no mês”, disse Ariovaldo Ferreira, gerente de renda variável da H.Commcor.

Na análise por ações, um dos destaques do dia foi Gol ON, que subiu 5,26%, depois que o Chefe da Casa Civil do governo Temer, Eliseu Padilha, anunciou a edição da Medida Provisória que permite a participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras. Segundo Padilha, essa participação pode chegar a 100%. Na outra ponta esteve Embraer ON, que caiu 1,05%, em meio a incertezas quanto à fusão com a Boeing.

(Paula Dias, São Paulo)

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