IFSC realiza sessão de observação da chamada lua de sangue

Quem quiser observar o eclipse lunar da popularmente chamada lua de sangue por um telescópio vai ter a oportunidade na terça-feira, em duas ações organizadas por professores e alunos do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), uma em São José, na Grande Florianópolis, e outra em Araranguá, no Sul do Estado. Em São José, a sessão de observação astronômica ocorre entre a 1h30 e as 6h (madrugada de segunda para terça), na Avenida Beira-Mar do município. Em Araranguá, a concentração será no próprio campus do IFSC, a partir das 3h.

Nasa/Divulgação/ND

Fenômeno é chamado popularmente de lua de sangue porque a luz fica avermelhada

Os eventos são gratuitos e abertos à comunidade.A concentração do grupo de São José vai ser no estacionamento em frente à cancha de bocha da Beira-Mar. Um dos organizadores da sessão de observação, o professor de física do IFSC de São José Marcelo Girardi Schappo explica que eclipses lunares não são tão raros e podem até ser observados a olho nu. “Não existe uma frequência média, mas é difícil haver um ano em que não haja”, comenta.

A observação com telescópio permite ver mais detalhes como nuances do relevo lunar e as crateras lunares. Segundo Schappo, mesmo uma pessoa leiga em astronomia consegue identificar esses detalhes pelo telescópio. “É isso que encanta as pessoas”, diz o professor.Em São José, o tempo que cada pessoa terá para observar o fenômeno pelo telescópio dependerá da quantidade de presentes à observação. Quem tiver telescópio próprio, pode levá-lo e juntar-se ao grupo. A sessão só será suspensa se chover a madrugada inteira. Se chover apenas esporadicamente, o evento está mantido. Já em Araranguá, haverá três telescópios disponibilizados pelo Clube de Astronomia. 

Lua de sangue

Essa lua é chamada de lua de sangue porque a luz fica avermelhada. Mesmo quando estiver totalmente encoberta pela sombra da Terra, a Lua não vai desaparecer no céu — ela ficará um pouco menos brilhante e com um tom avermelhado. “No momento do eclipse, a luz do Sol não chega diretamente à Lua. A atmosfera da Terra age como uma lente e desvia alguns raios solares até o satélite. Como a nossa atmosfera tem partículas que espalham mais a luz azul e menos a vermelha, a luz que atinge a Lua é predominantemente vermelha”, explica Eduardo Cypriano, professor e pesquisador do departamento de astronomia da Universidade de São Paulo.

Esse fenômeno também explica porque o Sol fica avermelhado ao entardecer: a luz tem que passar por uma quantidade de atmosfera muito maior, o que filtra a maioria das cores, só deixando passar as frequências mais próximas do vermelho.O fenômeno poderá ser observado em todo território nacional e marca o início de uma série de eclipses nos próximos dois anos. A tétrade, como é chamado o conjunto de quatro eclipses totais da Lua que ocorrem em uma sequência de dois anos, termina em setembro de 2015.

Esse evento é especial porque eclipses normalmente se intercalam entre totais, parciais (quando a Lua fica parcialmente encoberta pela parte mais escura da sombra da Terra) e penumbrais (quando a parte mais clara da sombra da Terra encobre a Lua). A tétrade é relativamente rara: no século 21 haverá oito delas, sendo a que se inicia no dia 15 a segunda — a primeira ocorreu de 2003 para 2004, e a terceira será em 2032 e 2033.

Onde observar 

Quando: Madrugada de terça-feira  
São José: das 1h30 às 6h, no estacionamento em frente à cancha de bocha da avenida Beira-Mar de São José. 
Araranguá: às 3h, no campus Araranguá do IFSC, localizado na avenida 15 de Novembro, 61, bairro Aeroporto

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