IMA define cronograma para recuperar área queimada no Parque da Serra do Tabuleiro

Atualizado

O IMA (Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina), em parceria com a comunidade, vai realizar ações para a recuperação da área atingida pelo incêndio no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro que destruiu cerca de 800 hectares.

Para que o verde da vegetação volte a cobrir a área afetada, no próximo sábado, 21 de setembro, Dia da Árvore, será realizado plantio de mudas próximo à estrada do Centro de Visitantes. As informações são do IMA.

Durante cerca de 48h, o Parque da Serra do Tabuleiro perdeu pelo menos 800 hectáres – Flávio Tin/ND

No dia 28 de setembro, integrantes das equipes que atuam no Parque, representantes da comunidade e voluntários vão percorrer as estradas no entorno da Unidade para a retirada de lixo. A iniciativa pretende não apenas limpar, mas também conscientizar as pessoas para não depositarem mais lixo no local.

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O IMA vai elaborar ainda projeto de monitoramento de fauna e de reposição florestal com provável criação de viveiro de mudas. Além disso, também está programada a continuidade do trabalho de retiradas de pinus do Parque, principalmente, da região atingida pelo fogo.

O planejamento de ações para restauração da área queimada foi elaborado durante reunião que ocorreu na última sexta-feira (13), um dia após o controle do incêndio no Parque. O encontro contou com a participação da comunidade, profissionais do IMA e Instituto Çarakura que faz a co-gestão da Unidade de Conservação.

O incêndio

Primeiro foco de incêndio começou na terça-feira (10) de manhã – Flavio Tin/ND

O incêndio, que começou na manhã de terça-feira, foi combatido por 162 bombeiros, 90 policiais ambientais, 18 funcionários do IMA, oito representantes da Defesa Civil, além do apoio de duas guarnições da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Também foram empregadas dezenas de viaturas no combate ao fogo, além dos helicópteros Arcanjo (Bombeiro) e Águia I (Polícia Militar). Mais de 250 mil litros de água foram utilizados no trabalho.

Todos os anos são registrados focos de incêndio no local. Neste último, por causa da estiagem, fortes ventos e baixa umidade, as chamas se alastraram com maior intensidade e rapidez, tornando difícil o trabalho de combate.

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