Imprudência é a principal causa de acidentes no elevado do CIC

Atualizado

Pelo menos dois acidentes com motocicletas foram registrados na duas últimas semanas no elevado do CIC (Centro Integrado de Cultura) no Itacorubi, em Florianópolis. No primeiro deles, em 25 de novembro, um jovem de 25 anos morreu após colidir contra a mureta de proteção da pista sentido Norte da Ilha.

Na última terça-feira (3), um condutor perdeu o controle da motocicleta e teve ferimentos leves. As ocorrências geraram preocupação e questionamentos quanto à segurança da estrutura.

GMF em ação no elevado do CIC, em Florianópolis. Foto: Divulgação GMF/ND

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Para o subcomandante da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis), Ricardo Luiz de Souza, a imprudência de motoristas e motociclistas e o excesso de velocidade são as principais causas de acidentes no viaduto. “A Beira-Mar Norte é uma via com velocidade de via de trânsito rápido, na qual se pode chegar aos 80 km/h. A partir do momento que as pessoas saem da via em direção ao elevado, elas precisam diminuir a velocidade. O risco de um acidente é muito maior ao fazer a curva indo tão rápido”, diz.

População enxerga perigo e imprudência

Maurício Freitas, 45, trabalha em uma loja perto do elevado e o utiliza todos os dias para vir e voltar para os Ingleses, bairro onde mora. O vendedor não se sente inseguro ao passar pela estrutura. Para ele, “o maior problema é a imprudência das pessoas. Já vi acidentes entre carros, motoqueiros caídos. Geralmente são pessoas de moto, mas os motoristas dos carros também são imprudentes”.

Já o empresário Everton Quadros, 54, acredita que a estrutura é muito pequena para o fluxo de veículos que transita por ela. “Desde que inaugurou esse viaduto eu já vi que ele não ficou bom, porque ele é muito estreitinho. Hoje, com o movimento que tem a cidade, principalmente nessa região, acho que tinha que ser maior. Realmente, acaba acontecendo acidente. É uma coisa natural quando se tem muito carro circulando em um espaço reduzido”, diz.

De acordo com o engenheiro civil Roberto de Oliveira, um acidente pode ser causado por diversos fatores que vão desde o estado emocional do condutor até a qualidade da via. “No elevado do CIC, acho que é muito mais imprudência que defeito na curva. Se fizer uma perícia para ver se a geometria está correta, ela está. Mas, geralmente, um acidente não possui apenas uma causa”, defende.

O ex-coordenador do grupo de trabalho de Mobilidade Urbana do COMDES (Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento Sustentável da Grande Florianópolis) observa ainda que não há placas indicando a velocidade na qual a curva do viaduto deve ser realizada: “A sinalização também pode influenciar nesses casos. Quando o motorista pega o elevado, precisa tirar o pé do acelerador. Ali a velocidade no máximo é 60 km/h”.

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