Inaugurado o Centro de Bem-estar Animal de Joinville

Cães e gatos. Espaço transitório será destinado aos animais vítimas de maus-tratos

Rogério Souza Jr./ND

Atualmente 18 cães e seis gatos já estão no centro, liberados para adoção

Animais domésticos como cães e gatos, vítimas de maus-tratos em Joinville, agora já tem um destino seguro para recuperação, tratamento e a possibilidade de ganhar um novo lar. Trata-se do Centro de Bem-estar Animal, inaugurado na manhã de sábado, 28. Localizado no bairro Vila Nova, o espaço é equipado para diminuir e controlar a população de animais, além de contar com o trabalho de conscientização da posse responsável, destinando novos tutores para os bichinhos, com o apoio de voluntários e organizações não-governamentais.

Uma equipe, composta de agentes administrativos, motorista, fiscais e dois veterinários, será responsável pelo tratamento dos animais desde a fiscalização, através de denúncias, ou no acolhimento, mediante apresentação de um boletim de ocorrência. O local é equipado com consultório, sala de preparo, vacinação, esterilização e sala de cirurgia e servirá como um espaço transitório com capacidade para aproximadamente 60 animais. Depois de castrados, microchipados, vacinados e vermifugados, os animais serão encaminhados para adoção.

Conforme Eni Voltolini, presidente da Fundema (Fundação do Meio Ambiente) órgão que irá administrar o centro, a parceria da sociedade e de instituições será fundamental para a ampliação desse serviço que apresenta uma demanda forte na região. “Estamos no primeiro passo, que é acolher, tratar e dar um destino responsável para cães e gatos, vítimas de maus-tratos. Já estamos estudando a possibilidade de novos parceiros para o tratamento de outros animais como cavalos, por exemplo, que é uma demanda que aparece na nossa região. Com uma equipe exclusiva, focada para isso, também será possível definir um perfil adequado sobre as necessidades desse setor”, esclarece.

A inauguração foi realizada pelo prefeito Carlito Merss e contou com a presença de moradores locais, autoridades, líderes comunitários e representantes de organizações não-governamentais. Para Roselena Bertolotto, servidora pública e membro da Ong Abrigo Animal, o centro representa uma conquista para a cidadania de Joinville. “A conscientização da tutela responsável é uma forma de preparar as próximas gerações sobre a missão que é ter e cuidar de um bichinho de estimação a longo prazo. Acredito que a educação é a melhor maneira de atingirmos nosso objetivo”, reforça.

Rogerio Souza Jr./ND

Veterinário do centro animal demonstra os equipamentos para o prefeito Carlito Merss (D)

SERVIÇO

Para denunciar

  • Telefones. Ouvidoria da Prefeitura – 156 e aos finais de semana, pelos telefones 0800-643-7788 ou 9977-9207.
  • Através de denúncias os fiscais são encaminhados para visitar o local indicado. Confirmando a situação de maus-tratos em animais, o proprietário é notificado a cumprir um prazo para adequação. Caso não cumpra a notificação o animal pode ser retirado do local e encaminhado para o centro.
  • Nos flagrantes de animais abandonados, a orientação é para que seja anotada a placa do veículo ou fotografada a ação. A pessoa pode ser multada.

No local

Bichos vítimas de maus-tratos só poderão ser recebidos no centro mediante a apresentação de um boletim de ocorrência, conforme legislação aprovada.

Castração

Pessoas com renda de até um salário mínimo podem agendar castrações de seus animais pelo telefone 47-3433-6157, durante o horário de funcionamento, das 8h às 14h.

Adoção

Para adotar um animal do centro, os interessados devem preencher um formulário de posse responsável no local. O centro fica na Estrada Blumenau, km 11, s/nº. (Indicação: segunda rua à direita após o Cemitério da Estrada Blumenau), no bairro Vila Nova.

Maltratar é crime

Maltratar animais é crime previsto no artigo 32 da Lei nº 9.605/98 – Lei de crimes ambientais. A pena prevista é detenção de três meses a um ano e multa, mas pode aumentar em até seis meses caso ocorra morte do animal. 

Exemplos de maus-tratos (Decreto Lei Nº 24.645, de 10 de julho de 1934).

  • Praticar ato de abuso ou crueldade em qualquer animal;
  • Manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz;
  • Obrigar animais a trabalhos excessivos ou superiores às suas forcas;
  • Golpear, ferir ou mutilar voluntariamente qualquer órgão ou tecido;
  • Abandonar animal doente, ferido ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe assistência veterinária;

Leia mais na edição impressa do jornal Notícias do Dia de segunda-feira, 30 de abril

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