Incêndios consomem o equivalente a 30 campos de futebol no Parque da Serra do Tabuleiro

Atualizado

O tempo seco e a estiagem que atingem a região da Grande Florianópolis nas últimas semanas têm causado diversos incêndios. Uma das regiões que mais têm sofrido com as queimadas é o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

Com uma área total de 84.310 hectares, o parque é a maior unidade de conservação de proteção integral de Santa Catarina.

O chão está completamente coberto por carvão após a série de queimadas que aconteceram nas últimas semanas – Eduardo Cristófoli/RICTV/ND

De acordo com o coordenador do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, Carlos Cassine, nas últimas três semanas foram pelo menos dez incêndios na área, que consumiram o equivalente a 30 campos de futebol de vegetação.

Cassine ainda afirmou que o tempo seco “prepara” a vegetação para o fogo e funciona como uma espécie de “combustível”, mas que o fogo não aparece sozinho. Apesar de ainda não terem sido feitas investigações, é provável que alguém tenha colocado fogo na vegetação, segundo ele.

Dos incêndios que aconteceram nas últimas semanas, o de maior proporção ocorreu no domingo (25), quando aproximadamente 15 hectares da vegetação foi consumida pelo fogo.

Leia também:

De acordo com Cassine, um dos principais problemas das queimadas é que muitos animais acabam morrendo.

“A fauna não consegue fugir desse fogo, répteis e anfíbios acabam morrendo. Ninhos de passarinhos também são queimados. Bichos que correm pouco, como o tatu, não conseguem escapar do fogo, e a fauna fica muito prejudicada. Além disso, tem o problema da vegetação. Ela se recompõe ao longo do tempo, mas esse processo leva muitos anos”, explicou o coordenador do parque.

Fiscalização e combate aos incêndios

Cassine contou que, desde um incêndio de grandes proporções que atingiu o parque em 2012, houve mobilização para sempre agilizar e combater o fogo o quanto antes. Na ocasião, cerca de 700 hectares da vegetação foi consumida.

O equivalente a 30 campos de futebol já foi consumido pelo fogo nas últimas semanas – Eduardo Cristófoli/RICTV/ND

“Se pegar o incêndio no início, conseguimos conter o fogo rápido. Temos que agilizar esse combate porque, se deixar o vento espalhar o fogo, não conseguimos mais segurar. Tentamos sempre ficar de olho na fumaça para agilizar esse combate”, afirmou.

O coordenador do parque ainda afirmou que muitas pessoas têm ajudado no combate aos incêndios.

“As pessoas sempre entram em contato quando há algum princípio de fogo, e nós aqui do parque já damos o primeiro combate. Temos o equipamento de brigadista e combatemos o fogo até a chegada dos bombeiros, e também auxiliamos no rescaldo”, finalizou Cassine.

Meio Ambiente