Inclusão no aterro da Baía Sul: Arena da Prainha é inaugurada em Florianópolis

Antigo anseio dos moradores, obra foi realizada a partir de uma iniciativa público-privada

A Prefeitura de Florianópolis inaugurou neste domingo (9) uma área de esporte e lazer localizada na região da Prainha, no aterro da Baía Sul. O local visa atender, principalmente, as comunidades de toda região – e fora dela. A obra, um antigo anseio dos moradores, foi realizada a partir de uma iniciativa público-privada, capitaneada pelo Grupo Novo Brasil.

“Aproveitem. Isso aqui é de todos vocês!”. Foi dessa maneira que o prefeito Gean Loureiro (MDB) encerrou seu pronunciamento antes do gesto simbólico de inauguração do espaço. Centenas de pessoas, entre famílias, crianças, desportistas e autoridades prestigiaram a cerimônia realizada no final desta tarde.

Arena de lazer da Prainha foi inaugurada neste domingo - Marco Santiago/ND
Arena de lazer da Prainha foi inaugurada neste domingo – Marco Santiago/ND

O chefe do Executivo manifestou a alegria pela entrega de um projeto que deve ser espalhado “por toda a cidade”. Gean adiantou a intenção da prefeitura em fechar a região, aos domingos, para realizar o projeto Floripa em Movimento. O prefeito contou também que a prefeitura já tem os primeiros encaminhamentos para o local.

“Escolinhas de entidades que o município apoia, os projetos sociais vão utilizar o espaço, sob a coordenação da prefeitura, por enquanto. Nós queremos que, a médio prazo, a comunidade tome esse controle do uso de toda a estrutura”, explicou o mandatário.

Gean também fez questão de ressaltar a casa de shows P12, que possibilitou a obra inaugurada nesse domingo. “Sempre que a gente consegue o apoio da iniciativa privada, faremos o que está sendo inaugurado aqui. Em alguns casos, se não conseguir, faremos o investimento com o recurso próprio, mas não vamos deixar de espalhar esses espaços pelas comunidades de Florianópolis”, acrescentou.

Aroldo Cruz Lima, o presidente do Grupo Novo Brasil, ressaltou a viabilização do projeto de modo a atender às necessidades dos moradores da região. Questionado sobre o retorno esperado nesse tipo de parceria, o empresário destacou uma maneira “diferente” de ajudar a cidade. “No esporte, nas atividades físicas, enfim, onde possamos unir as crianças e que a gente pegue uma região e transforme em uma região saudável. Esse é o grande legado que a gente pode deixar nesse espaço para atender as necessidades de todos”, justificou Aroldo.

Alegria pelo espaço e crença na comunidade

“A comunidade não tinha para onde ir. Tudo isso era uma necessidade da nossa comunidade”, pontuou Ana Cristina Pereira, 36, funcionária municipal, nascida e criada no Morro do Mocotó. “Será um lugar seguro, apresentável, não é meia-boca, foi feito com bom gosto”, elogiou a mãe da pequena Safira, 6, que, nesse momento, interrompeu o diálogo para, feliz da vida, mostrar o brinquedo que mais gosta.

Ana Cristina Pereira e a filha Safira estiveram no espaço neste domingo - Marco Santiago/ND
Ana Cristina Pereira e a filha Safira estiveram no espaço neste domingo – Marco Santiago/ND

Apesar dos elogios, Ana Cristina fez um misto de promessa e apelo para que haja uma vigilância e um cuidado por parte dos moradores.
“Eu não só confio no bom coração e no cuidado dos moradores, como serei a primeira a vir ajudar a cuidar e fiscalizar. Agora só de descer a comunidade a gente tem esse espaço rico, precisamos cuidar”, lembrou. Ela fez um pedido: “Minha vontade é um cuidado frequente do município, uma manutenção aqui de vez em quando”, acrescentou.

Outro que, ao avistar a reportagem do ND, fez questão de manifestar sua alegria foi o pequeno Ronaldo, 8. Fardado e pronto para entrar em campo, assegurou que vai descer o morro “todos os dias” para jogar bola com os colegas.

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