Inpe estima rota do óleo vazado, que segue em direção ao Sul do País

Convidado pela Marinha no dia 25 para colaborar com as investigações sobre o derramamento de óleo no Nordeste, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) informou que as manchas seguem em direção ao Sul do País e que podem chegar ao Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Mancha de óleo atingiu a costa brasileira pelo Nordeste – Foto: Marcos Rodrigues/Adema/Governo de Sergipe/ND

“O ponto é que existe mais óleo para vir e podemos mostrar onde está, antes que chegue às praias”, disse o oceanógrafo Ronald Buss de Souza, que atua interinamente como vice-diretor do Inpe.

Segundo ele, o núcleo de oceanografia consegue analisar, a partir de dados de ventos e correntes marítimas, para onde o óleo pode estar indo – podendo chegar, em um primeiro momento, aos dois estados do Sudeste.

Tecnologia para identificar deslocamento

O Inpe possui tecnologia que permite estimar por onde alguns bolsões com óleo podem estar se deslocando. Isso abre a possibilidade para tentar contê-los antes de chegar às praias.

É assim que o instituto, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, deve colaborar a partir de agora.

Especialista em monitoramento por satélite, o Inpe confirma o que vem sendo dito pelo governo federal – de que não tem sido possível ver por satélite o óleo se deslocando.

O oceanógrafo Ronald Buss de Souza afirmou que foram checadas as imagens disponíveis – e referentes às áreas mais próximas da costa -, e não foram detectadas as manchas. Isso corrobora a ideia de que o deslocamento se dá na subsuperfície.

A partir de agora, o órgão vai fazer um direcionamento específico do satélite CBERS para obter imagens de alto-mar em áreas específicas.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

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