Integração entre polícias é uma das apostas para reforçar segurança em Joinville

Polícias Civil e Militar transferiram temporariamente os comandos estaduais para a cidade para agilizar processos

Carlos Junior/ND

Unidades de outras cidades do Estado reforçaram a segurança de Joinville a partir desta sexta-feira

“Os olhos da Segurança Pública estão voltados para Joinville”. Foi assim que o comandante geral da Polícia Militar, Paulo Henrique Hemm, definiu as ações que já começaram a ser realizadas em Joinville nesta sexta-feira. Segundo o secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Augusto Grubba, a transferência temporária dos comandos estaduais das polícias Civil e Militar para a cidade tem como objetivo trazer para os joinvilenses mais do que sensação de segurança. As ações visam promover, de fato, segurança para a comunidade. “Amanhã nós já teremos uma nova visão de Joinville”, disse o secretário em coletiva de imprensa para anunciar o reforço na segurança da cidade. E a integração entre o trabalho das polícias Civil e Militar é uma das apostas para responder à onda de violência.

As ações de combate à criminalidade estão sendo intensificadas com o reforço de efetivo estadual, porém, nenhum movimento foi revelado para não comprometer o sucesso da ação. “O efeito surpresa não pode ser deixado de lado”, destacou Grubba.

Para o delegado geral da Polícia Civil, Artur Nitz, a aproximação das polícias já têm se mostrado um método incisivo no combate à criminalidade. “Essa aproximação já rendeu frutos contra a violência. Com isso, existe um compartilhamento de informações que antes ficava restrito a cada polícia”, avaliou.

A troca de informações ultrapassou a esfera das polícias. Segundo Nitz, antes de implantar a medida em Joinville, reuniões estratégicas foram realizadas para que se chegasse a um denominador comum e pudesse ser traçado um plano permanente de segurança para a cidade. Além da integração entre os comandos militar e civil, Ministério Público e Poder Judiciário local foram ouvidos. Além da integração e do efetivo reforçado nesta operação, a tecnologia deve trabalhar em favor da segurança em Joinville, o comandante geral da Polícia Militar destacou o uso de aparato tecnológico para otimizar o trabalho das polícias.

Destacando o trabalho da segurança em Joinville, Grubba reafirma que as ações incisivas de combate à criminalidade e a resolução dos crimes estão sendo satisfatórias e afirma que a presença dos comandos estaduais servirá para auxiliar os comandos locais e proporcionar agilidade na tomada de decisões. “A presença dos comandos estaduais dará mais concretude aos comandos regionais”, ressaltou. Além disso, a presença das polícias nas ruas será intensificada.

Para Hemm, a presença das polícias com diversas operações de combate à criminalidade deve se somar à prevenção. “O Estado Social precisa trabalhar também para evitar o ingresso, especialmente dos jovens, na criminalidade”, ressaltou.

Sem prazo determinado para a permanência do comando em Joinville, o secretário enfatizou que o foco inicial é combater os casos de homicídios. Os trabalhos envolvem ações ostensivas e de inteligência policial. Além da presença dos comandos, Grubba afirmou que o deslocamento de forças como o Choque e a Força Tática irá auxiliar a força orgânica da cidade.

Carlos Junior/ND

Artur Nitz, delegado geral da Polícia Civil , César Augusto Grubba, secretário de Segurança Pública e Paulo Henrique Hemm, comandante geral da Polícia Militar

Mudanças nas forças policiais

Diversas mudanças têm sido realizadas na força policial joinvilense com o objetivo de devolver a segurança à comunidade. A última ação é a abertura da Delegacia de Homicídios que irá passar a centralizar todas as investigações de homicídios da cidade. O objetivo é que a concentração da investigação em uma delegacia específica aumente a resolução dos casos que têm aumentado em Joinville. Em 2015, a cidade bateu o recorde de assassinatos, com 126 casos e, neste ano, até o momento já são 21 homicídios. Para o delegado geral da Polícia Civil, Artur Nitz, o foco da nova delegacia é aumentar o número de casos solucionados. “A nossa intenção até o fim do ano é aumentar a resolubilidade, diminuindo em torno de 20 a 30% o número de homicídios em Joinville”, afirmou.

Além da criação da Delegacia de Homicídios, que já foi informada no Diário Oficial do Estado no dia 11 de fevereiro, no começo deste mês o tenente-coronel Nelson Coelho deixou o 8º Batalhão da Polícia Militar. Quem assumiu o comando do BPM foi o tenente-coronel Jofrey Santos. Já na Polícia Civil, o delegado Laurito Akira Sato, que estava na direção do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), em Florianópolis, foi nomeado delegado regional de Joinville, assumindo o lugar ocupado por Dirceu Silveira Júnior.

Recém-ambientado na função, o delegado Akira já promoveu mudanças na estrutura da Polícia Civil da cidade, transferindo e realocando delegados e determinando o redirecionamento dos registros de boletins de ocorrência. Agora, eles serão recebidos apenas na DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) na ausência de plantão nas delegacias de polícia dos bairros.

Falta de efetivo

A onda de violência que atinge a cidade têm gerado apelos e críticas constantes à segurança do Estado e à falta de efetivo policial. Para o secretário de Segurança Pública, César Augusto Grubba, o problema está instalado em toda Santa Catarina, porém a possibilidade de transferência de policiais de outras cidades para Joinville está descartada pelo secretário. No momento, é impossível realizar esse tipo de transferência, pois seria “tapar a mão e descobrir os pés”, afirma Grubba.

O delegado geral da Polícia Civil, Artur Nitz, anunciou que dois novos psicólogos passam a fazer parte da Polícia Civil de Joinville e um em São Francisco do Sul. “E para o mês de junho, está prevista a nomeação de 668 militares e 420 agentes da civil e outros 66 delegados”. Ainda não foi definido quantos serão deslocados para Joinville.

Além dos novos, policiais de reserva poderão retornar ao trabalho. Segundo o secretário, os policiais de reserva devem retornar para trabalhos administrativos, liberando assim, o efetivo atual para atuar diretamente nas ruas e nas ações de inteligência.

Cobranças da Acij

Na próxima segunda-feira (22), a Acij (Associação Empresarial de Joinville) irá realizar uma reunião com a presença do delegado regional da Polícia Civil, Laurito Akira Sato, do comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Jofrey Santos da Silva e demais autoridades da área de segurança para discutir um tema que tem despertado mais do que o interesse da comunidade joinvilense, tem despertado a insegurança. Com os temas: roubos, assaltos e homicídios, o objetivo é cobrar e discutir as ações que serão realizadas para diminuir a onda de violência em Joinville.

No primeiro dia de fevereiro o aumento dos casos de assalto e furto à supermercados já foi tema de reunião na Associação.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Joinville e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Notícias

Loading...