Inversão de faixa nas pontes de Florianópolis será restrita para casos de emergência

Atualizado

O uso da reversão de faixas nas pontes que ligam o Continente à Ilha será utilizado apenas em situações emergenciais. Assim, não é a proposta usar a medida para desafogar o trânsito de uma ponte em horários de pico, aponta a Defesa Civil Estadual.

A reversão de faixa foi testada neste sábado (3), na ponte Colombo Salles, por volta das 15h. O objetivo era cronometrar o tempo de montagem da sinalização para reversão de uma das faixas. Ao todo, foram necessários 23 minutos para a realização do procedimento, que faz parte do plano de contingência em desenvolvimento, voltado para o acesso à Ilha.

Na última faixa à direita da Ponte Colombo Salles (à direita), o sentido da faixa foi invertido. Por volta das 16h, as pontes já estavam funcionando normalmente – Divulgação PMF/ND

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O teste mudou por cerca de 40 minutos a rota de uma das pistas da Colombo Salles: ao invés de acessar à Ilha pela ponte Pedro Ivo Campos, os motoristas tinham a opção de entrar na cidade por uma das pistas da ponte Colombo Salles.

A reversão tinha previsão de duas horas, mas por volta das 15h40 a Guarda Municipal de Florianópolis já começou a retirar os cones que isolavam uma das faixas da ponte Colombo Salles. Apesar da reversão ter sido realizada na Ponte Pedro Ivo, a medida também poderá ser aplicada no futuro na Colombo Salles.

Não existe um protocolo específico de situações que será usado a reversão. Cada uma será submetida a uma discussão prévia. “A gente vai sentar e avaliar se deve reverter ou não. É a avaliação de cenário que vai deflagrar ou não essa reversão”, explica Rodrigo Nery, gerente de operações da Defesa Civil Estadual.

Desvio de umas das faixas da Ponte Pedro Ivo Campos para a Colombo Salles – Divulgação PMF

A previsão é que o plano seja concluído em setembro deste ano. Ele é voltado para situações emergenciais, como manutenção das pistas e acidentes tecnológicos (estouramento de cabos elétricos, rompimentos de adutoras, entre outros). “É para quando acontecer uma situação de anormalidade. O trânsito é normalidade” afirma Nery.

Segundo a Defesa Civil Estadual falta apenas a definição dos protocolos, que designa como será a comunicação entre as entidades envolvidas, e assim a finalização do relatório.”Todas as esferas, órgãos, responsáveis, funções e suas tarefas dentro do plano já foram identificados. Só está faltando a definição dos protocolos para conclusão do relatório”, explica Luiz Eduardo Machado, diretor da Defesa Civil de SC.

Como o plano incluí todos os acessos entre o Continente e a Ilha, é previsto que ele seja expandido com a reabertura do trânsito da ponte Hercílio Luz.

Problemas com a estrutura motivaram plano de contingência

Placa metálica se soltou no dia 13 de fevereiro  – Pista Limpa/Divulgação/ND – Divulgação/RIC Mais SC

Apesar do plano ser discutido desde o ano passado, devido a necessidade de manutenção da ponte, ele começou a ser desenvolvido apenas em fevereiro deste ano. O desprendimento de uma placa metálica no dia 13 de fevereiro, localizada em uma junção do asfalto da ponte Pedro Ivo Campos, foi o gatilho para o desenvolvimento das atividades.

O problema se repetiu uma segunda vez, no dia 6 de julho,  quando outra placa metálica no vão central da ponte Pedro Ivo Campos se soltou.

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