Investimento

Os planos para um futuro próximo explicariam o motivo pelo qual o vereador Maurício Peixer (PSDB), mesmo sendo integrante do ninho tucano, seria um dos mais próximos do prefeito Udo Dohler (PMDB) – a quem o PSDB faz oposição. É que o sonho de Peixer continua sendo assumir a presidência da Câmara de Vereadores, na segunda metade desta legislatura. O caminho mais fácil para isso, na avaliação do tucano, seria o apoio do prefeito. Desde que perdeu a disputa para Odir Nunes (SD) no mandato passado, que o comando do Legislativo virou quase obsessão para ele.

CVJ/Arquivo/ND

Presidente da Comissão de Legislação da Câmara de Joinville, Maurício Peixer (PSDB) está de olho na presidência da Casa

Sem noção
Populares, desta vez, não tem razão. Recheados de razão nas reclamações contra a classe política em geral, as pessoas estão erradas ao protestarem de forma até veemente nos últimos dias contra os agravantes na trafegabilidade de Joinville por conta das obras – especialmente aquelas que se iniciaram no Centro, no Rio Matias. Reclamam também dos constantes congestionamentos por todos os cantos do Centro. Infelizmente, não lembram que para ver problemas resolvidos, obras são necessárias. E obras implicam nesse tipo de transtorno. Quanto ao trânsito em geral, não fazem a sua parte, como por exemplo, atravessar a rua na faixa de pedestre. Exemplo clássico é o da rua do Príncipe em frente à rua das Palmeiras.

Carlos Junior/Arquivo/ND

CDL X Acij
Quem é de Joinville ou está na cidade há mais de 30 anos deve lembrar da “briga” envolvendo duas das entidades mais representativas de Joinville: Acij e CDL. Os atritos foram sendo superados com o passar dos anos, mas, agora, uma postura do prefeito Udo Döhler (PMDB) pode reativar velhas rusgas entre ambas. Saindo das lides empresariais da Acij, Udo deu um autêntico soco no baço dos interesses do comércio nos últimos dias. Foi quando resolveu argumentar que Joinville não precisa mais de estacionamento rotativo. A volta do sistema vem sendo reivindicado há muito pelos dirigentes lojistas, que apontam prejuízo em suas lojas com a bagunça instalada no Centro da cidade.

  
 
Insegurança
A quem o governo do Estado pensa que engana? Até as parcelas mais simples da população percebem nitidamente que a busca por minimizar os problemas de segurança pública em Joinville, passam bem longe das ações pretensamente realizadas para tanto. Na prática, o que se verifica é um agravante às condições perigosas com que o assunto é tratado na cidade. De nada adianta destinar tão somente 40 novos policiais pra Joinville se, além disso, as condições com que chegam aqui são dignas de preocupação. Além do salário comprometedor, não tem equipamentos condizentes com o que necessitam. Sistema de comunicação por rádio, por exemplo, é obsoleto, servindo de arma para os bandidos, que utilizam o fácil monitoramento dos mesmos, para conhecer as estratégias dos policiais.
 
 

Vergonha
Como se não bastasse a falta de policias para uma cidade do tamanho e com a importância de Joinville, ainda temos de encarar o descaso com um problema até simples de ser resolvido. O fato é que não se consegue instalar um bloqueador de celular no presídio da cidade. Risível. Há pouco tempo, a mesma polícia chamava a imprensa pra mostrar a tecnologia de ponta com que estava operando as blitze pela região. Agora, os veículos não precisam nem ser parados. Com o novo equipamento, basta apontar para a placa do carro para saber se o proprietário tem algum imposto ou taxa em atraso. Ou seja, para faturar mais e melhor, toda tecnologia do mundo. Para bloquear celular no presídio e oferecer, consequentemente, mais proteção à sociedade, nenhum esforço.
 
 
 
 
EM ALTA
Secretaria de Habitação. Além da evolução do programa “Minha Casa, Minha Vida”, com o governo Federal, a regularização fundiária em Joinville, continua em franca evolução.

EM BAIXA
André Fernandes. Mesmo tendo sido um dos responsáveis pela implantação da Guarda Municipal, não teve ética ao participar do concurso público da mesma. Com dois cargos importantes na Prefeitura, usou do silêncio após ser flagrado como o oitavo colocado.
 
 
 

Assim que se faz
Sem hesitar, num belo exemplo de austeridade que um chefe de Executivo deve ter, até como resposta rápida à sociedade que lidera, o prefeito de São Francisco do Sul, Luiz Zera, não aceitou que um funcionário seu, gerente de RH, tivesse sido aprovado em concurso público da Prefeitura. Conhecido como “Souza”, ele tinha ficado entre os dez primeiros colocados. O mesmo raciocínio deve prevalecer em situações semelhantes. Se o fato da participação em concurso nesses casos pode até ser considerado “legal”, claro que não é “ético”. Portanto…
 
 
Calculista
Não foi a emoção, mas a sensatez que fez com que o deputado estadual Kennedy Nunes (PSD) optasse por não assistir aos jogos do Brasil na Copa. Em várias ocasiões, em dias de jogos do Brasil, até mesmo nos horários do jogo, ele pega a estrada para deslocamentos pelo Estado. Agenda cumprida à risca e com total privilégio ao mandato na Assembleia e à campanha pela reeleição, que começa a articular. “Tenho torcido pela nossa seleção ouvindo os jogos pelo rádio do carro”, conta ele.
 
 
 
DIRETAS
 
– A 12ª Festa do Maracujá é só em abril de 2015, porém, a organização do evento já começou a se mexer. Na quinta, um grupo de mulheres produtoras de maracujá, se reuniram para a apresentação de alguns pratos diversificados que podem estar entre as opções de culinária da festa.

– Cinco obras que irão solucionar problemas viários nos bairros João Costa e Escolinhas foram encaminhadas pelo prefeito Udo Döhler. A intervenção de maior impacto será a implantação de galeria de cem metros que permitirá a plena abertura da rua Santa Isabel, no João Costa.

– Estado formaliza repasse de R$ 2,2 milhões em convênios com municípios do Norte catarinense. Cidades beneficiadas foram: Araquari, Barra Velha, Garuva e São João do Itaperiú.

– Empolgadíssimo, mesmo em épocas de Copa do Mundo, médico dr. Xuxo, é dos mais ativos candidatos até aqui. Concorre a deputado federal.

– Quando o prefeito Udo vai desativar subprefeituras, fundações, secretarias e departamentos que não funcionam? Uma nova reforma administrativa viria bem a calhar… E traria economia aos cofres municipais. Além de demonstrar sintonia com a vontade popular.