Janeiro Roxo: Mês para campanhas educativas sobre a hanseníase

Atualizado

Em 2016, o Ministério da Saúde oficializou janeiro como o mês roxo de campanhas educativas sobre a hanseníase. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hansenologia, a doença coloca o Brasil em segundo lugar em número de casos, atrás apenas da Índia. Anualmente são registrados perto de 30 mil casos, sendo 6% deles em crianças e adolescentes, somando aproximadamente dois mil pacientes.

Cartaz – Foto: Divulgação/ND

Em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, segundo o Centro Especializado em Hanseníase, em 2019 foram diagnosticados 16 casos, sendo que todos evoluíram para cura. No momento, nove pacientes estão em tratamento para Hanseníase. 

O que é hanseníase?

É uma doença infecciosa e contagiosa, que causa manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele. A pele também pode ter alteração da sensibilidade e o paciente não sente (ou tem sensibilidade diminuída) calor, frio, dor e mesmo o toque. É comum ter sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades (pés, mãos) e em algumas áreas podem haver diminuição do suor e de pelos. 

Atenção: o paciente pode ter dificuldades para segurar objetos, pode queimar-se e não sentir ou, por exemplo, perder os chinelos sem perceber. A doença pode provocar o surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular.

De onde vem a doença?

A hanseníase não é hereditária. É causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão acontece de pessoas doentes sem tratamento para pessoas saudáveis, pelas vias aéreas superiores (tosse, espirro, fala). A doença de pele transmitida por gotículas que saem do nariz ou pela saliva. Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico e fica escondida ou adormecida no organismo de dois a sete anos.

A hanseníase pode provocar graves incapacidades físicas se o diagnóstico demorar ou se o tratamento for inadequado. Os primeiros sinais da doença são manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo, que ficam dormentes e sem sensibilidade ao calor, frio ou toque. Podem aparecer placas, caroços e/ou inchaços. Quando afeta os nervos, pode causar formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés por falta de sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.

Como é feito o diagnóstico da hanseníase?

O diagnóstico precisa ser feito o quanto antes. A doença pode ser diagnosticada em uma consulta médica em consultório ou ambulatório. O médico analisa lesões na pele com manchas (partes da pele podem não ter sensibilidade) e alterações neurológicas específicas (dormências e formigamentos). O serviço público de saúde em todo o Brasil oferece gratuitamente o tratamento. Importante: todas as pessoas que convivem ou conviveram com o paciente de hanseníase devem ser examinadas.

Sintomas de hanseníase – Foto: Reprodução/ND

Hanseníase tem cura?

Sim, a hanseníase tem cura. Quanto mais cedo o tratamento, menores são as agressões aos nervos e é possível evitar complicações. O paciente que inicia o tratamento não transmite a doença a familiares, amigos, colegas de trabalho ou escola. Muito importante um diagnóstico precoce para evitar as sequelas da doença.

Como são feitos os exames?

Em muitos casos, os médicos dos serviços públicos de saúde especializados em hanseníase podem diagnosticar a doença apenas no exame clínico. Pacientes de hanseníase fazem exame dermatológico e exame neurológico.

Como é o tratamento?

O tratamento da hanseníase é simples. Em qualquer estágio da doença, o paciente recebe gratuitamente os medicamentos para ingestão via oral — os medicamentos destroem os bacilos. O tratamento leva de 6 meses a 1 ano. Se seguir o tratamento cuidadosamente, o paciente recebe alta por cura.

Como fazer em caso de suspeita de hanseníase ?

Em Chapecó, a porta de entrada para o diagnóstico é sempre na Unidade Básica de Saúde, sendo que após avaliação médica o paciente é encaminhado ao Centro Especializado em hanseníase para consulta com o médico hans enólogo.Este serviço está preparado para atender o paciente durante o tratamento e cura da doença.

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