Joinville usará drones para o combate à dengue em 2020

Atualizado

A estratégia para o combate à dengue em Joinville, no Norte do Estado, ganhará um novo aliado no próximo ano. A Secretaria de Saúde usará a partir de janeiro drones para o monitoramento das áreas com maior risco de proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

Drones serão utilizados a partir de janeiro do próximo ano – Foto: Pixabay/Divulgação

A tecnologia será utilizada em lugares de difícil acesso, como calhas, caixas d’água e terrenos vazios, por exemplo. Antes, os drones já eram usados para o monitoramento na cidade, mas de forma esporádica.

“Nós tínhamos uma parceria com o corpo de bombeiros que nos ajudavam disponibilizando a tecnologia. Porém, devido a necessidade, resolvemos adquirir o monitoramento para melhorar as alternativas ao combate ao mosquito”, explica o secretário de saúde Jean Rodrigues da Silva.

Em um primeiro momento, os drones vão atuar nos bairros considerados infestados pelo mosquito. Segundo dados do Serviço de Vigilância Ambiental, 2.358 focos positivos foram identificados na cidade desde o início do ano. O bairro Boa Vista, na zona Leste, é o que apresenta o maior número com 358.

Joinville possui cerca de 2358 focos do mosquito – Foto: Pixabay/Divulgação

O serviço vai ser realizado por uma empresa terceirizada que fornecerá as imagens à Prefeitura. Ainda não há informações sobre qual será o custo para a implementação da tecnologia no município.

“Nos últimos meses viemos trabalhando com novas estratégias com intuito de não focar o trabalho só no combate manual ao mosquito. O uso dos drones é uma dessas alternativas, além de outras que estamos estudando”, explica Jean.

No Estado, tecnologia já vem sendo usada em outros municípios

Em Santa Catarina, cidades como Itajaí e Balneário Camboriú, no Litoral Norte, já vem utilizando os drones no combate a dengue. Em BC, o equipamento também é usado em áreas de difícil acesso, como calhas e caixas d’água.

“Os drones não são utilizados diariamente nesses locais, apenas quando há necessidade. Além disso, o uso depende das condições climáticas”, explicou a prefeitura em nota.

Já em Itajaí, o Programa de Controle da Dengue usa a tecnologia para levantamentos em áreas que os agentes tem dificuldade no acesso. No entanto, o serviço não é terceirizado, já que são utilizados os drones da Codetran (departamento de trânsito) ou do Instituto Cidade Sustentável.

Inserção de bactéria em mosquito também deve ajudar no combate à dengue

Além do uso de drones, Jean afirmou que Joinville também está estudando, em parceria com a Fiocruz, a implantação de uma técnica que introduz nos mosquitos uma bactéria capaz de eliminar a transmissão da doença.

Segundo o projeto, que já trouxe resultados na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, o objetivo é substituir gradualmente toda a população de Aedes aegypti pelos mosquitos com a bactéria, criando um processo de esterilização.

A expectativa é que a iniciativa seja implementada no município no inicio do próximo ano. De acordo com Jean, os resultados dessa estratégia são de médio prazo.

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