Jornalista brasileiro é assassinado na própria casa no Paraguai

Atualizado

O jornalista brasileiro Lourenço Veras foi executado dentro de sua casa em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Ao ‘Domingo Espetacular’, Veras contou ter recebido ameaças de morte – Foto: Reprodução/ Record TV

Veras, que também era conhecido como Léo, era responsável pelo site de notícias locais Porã News, além de colaborar como freelancer para veículos brasileiros e paraguaios.

Em entrevista ao Domingo Espetacular, Veras contou das ameaças que vinha recebendo de grupos criminosos que atuam na fronteira com o Brasil.

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O jornalista atuava cobrindo o tema da segurança pública na região há 15 anos.

“Foi via mensagem de texto, dizendo que estava a caminho, que alguém ia sofrer um atentado e que era pra fechar a boca”, contou Veras à reportagem da Record TV.

Jornalista foi executado

Na noite de quarta-feira (12), ele estava jantando com a família quando uma caminhonete branca se aproximou da casa.

Percebendo o perigo, o jornalista teria tentado fugir, correndo para fora de casa, mas foi alcançado pelos atiradores, que dispararam contra ele ainda dentro do pátio de casa.

O brasileiro foi atingido por diversos tiros e chegou a ser levado para uma clínica privada da região, mas não resistiu.

De acordo com a polícia paraguaia, todos os elementos do crime demonstram que se trata de uma execução.
A mídia paraguaia se refere aos assassinos como sicários — matadores de aluguel.

Segundo o jornal ABC Color, a polícia iniciou uma operação especial na fronteira para tentar localizar os assassinos.

Sindicatos lamentam morte e cobram medidas

O Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso do Sul divulgou nota de pesar.

Nela, afirma que Veras é “mais uma vítima dos ataques contra os trabalhadores da comunicação, nestes tristes tempos de cerceamento da liberdade de expressão”.

“O Sindjor-MS, entidade que representa os e as jornalistas profissionais deste estado, exige severa investigação por parte das autoridades sul-mato-grossenses e brasileiras, para que seja punido esse atentado à vida e à democracia”, diz a nota.

Outra das entidades representativas da região, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados também se manifestou: “esse golpe brutal atingiu também todos os profissionais da comunicação que atuam na fronteira Brasil-Paraguai, escancarando mais uma vez a insegurança vivida por quem pratica o jornalismo na região”.

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