Juiz decide que motorista que matou Róger Bitencourt vá a júri popular

Gustavo Raupp Schardosim pode recorrer da decisão no Tribunal de Justiça

O juiz Paulo Marcos de Farias decidiu nesta sexta-feira (26) que o representante comercial Gustavo Raupp Schardosim, de 39 anos, irá a júri popular pela morte do jornalista Róger Bitencourt, atropelado há dois meses enquanto pedalava com grupo de amigos na SC-401, em Florianópolis. Além de responder por homicídio com dolo eventual, Schardosim é acusado de tentativa de homicídio em decorrência do atropelamento que deixou ferido o ciclista e empresário Jacinto Silveira Florzino, que acompanhava Róger. O juiz também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. O motorista ainda poderá recorrer da sentença no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Se houver recurso, só depois disso o júri popular deverá ou não ser agendado.

Eduardo Valente/ND

Gustavo Raupp Schardosim irá a júri popular

Na primeira audiência de instrução e julgamento do caso, realizada na sexta-feira passada (18), Shardosim se manteve em silêncio e não respondeu as perguntas da acusação.

Na sentença de pronúncia, o juiz acatou o pedido da defesa de Schardosim e retirou da acusação as as qualificadoras como perigo comum e uso de recurso que impediu a defesa da vítima, além do crime de embriaguez.

Mesmo assim, negou mudar a principal acusação de homicídio com dolo eventual para homicídio culposo – quando não há intenção de matar -, como pediu a defesa.

Para Farias, há indícios de dolo eventual por parte de Shardosim, uma vez que com suas atitudes foi possível cogitar sua predisposição a aceitar o resultado de seu comportamento ao volante.

Na sentença também são elencados o fato de o acusado ter tentado fugir do local do acidente, de aparentar ter passado a noite em claro – o acidente aconteceu às 9h35 de um domingo – e que o réu já tinha antecedentes criminais relacionados ao trânsito.

Diz o juiz Farias em um trecho da decisão:

“Ademais, destaco neste contexto, em principal, a garantiai da ordem pública, diante da periculosidade do réu Gustavo, que respondeu a processo anterior por crime de trânsito na Comarca de Itajaí, entretanto, o litígio em questão não lhe pontificou a agir com prudência e reverência às leis de trânsito, tanto que aqui está sendo pronunciado por crime mais gravoso praticado na direção de veículo automotor, que causou a morte e lesões em pessoas que de forma regular trafegavam com suas bicicletas. Aliás, há indícios, como visto, do uso de drogas e álcool antes da condução do veículo, sendo que o silêncio do réu, em todas as fases processuais, não confirma seu arrependimento ou vontade de passar a agir de modo diverso”, escreveu o magistrado.

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