Juíza do Paraná suspende prisão domiciliar do assaltante de bancos Papagaio

Atualizado

A juíza Ana Carolina Bartolamei Ramos, da 2ª Vara de Execução Penal de Curitiba, suspendeu a prisão domiciliar do assaltante de bancos, Cláudio Adriano Ribeiro, mais conhecido como Papagaio.

Portanto, ele continua preso na Penitenciária Estadual de Piraquara, no Paraná. Na decisão, a juíza ainda pede a transferência dele para o Rio Grande do Sul.

Papagaio, como é conhecido, continua preso na Penitenciária Estadual de Piraquara, no Paraná – Foto: Divulgação/ND

A prisão domiciliar havia sido autorizada pelo juiz Vancarlo André Anacleto, de Bento Gonçalves (RS). A justificativa foi a de que ele pertencia ao grupo de risco da Covid-19.

A decisão que consta a conversão de prisão em regime fechado para prisão domiciliar, feita com base em pedido da defesa, foi expedida em 23 de março.

A defesa, por sua vez, alegou que Papagaio é hipertenso, tem arritmia cardíaca e já passou por cirurgia por coagulação pulmonar – momento em que sofreu parada respiratória. Receituário dos medicamentos juntado aos autos comprovou o seu estado de saúde do detento.

Em razão das alegações apontadas e entendendo que o apenado pertencia ao grupo de risco com Covid-19, o juiz substituto da 1ª Seção Judiciária de Curitiba, Diego Paolo Barausse aceitou o pedido e informou à Comarca de Bento Gonçalves.

Foi concedida, então, na ocasião, a prisão domiciliar mediante monitoramento eletrônica com recolhimento domiciliar em período integral.

Reviravolta

Ao cumprir a decisão, porém, a juíza foi informada de que havia ainda outro mandado de prisão da 2ª Vara de Execuções Penais de Porto Alegre, razão pela qual a magistrada suspendeu a prisão domiciliar.

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