Julgamento da morte de Gabriella Custódio já tem data marcada em Joinville

Atualizado

O julgamento de Leonardo Natan Chaves Martins acusado de matar com um tiro no peito a namorada Gabriella Custódio Silva, de 20 anos, já tem data marcada. A sessão acontecerá no dia 24 de março de 2020, a partir das 8h, no Fórum de Joinville, no Norte do Estado.

Gabriella foi morta com um tiro no peito em Joinville – Foto: Redes Sociais

Ao todo, cerca de 11 testemunhas devem ser ouvidas durante a sessão. Leonardo foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por homicídio doloso duplamente qualificado – surpresa e feminicídio.

Além de Leonardo, no mesmo dia também acontecerá o julgamento de Leosmar Martins, pai do réu. Ele foi acusado por fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.

A decisão de que o processo seria levado à júri popular foi do juiz Gustavo Aracheski, após as audiências de instrução realizadas em outubro. As pessoas que irão compor o júri serão sorteadas no dia 6 de fevereiro do próximo ano.

Leonardo está detido no Presídio Regional de Joinville desde o dia 9 de agosto. Já o pai dele, responde em liberdade. Outras duas pessoas que teriam ajudado a esconder provas do crime, estão com os processos suspensos.

De acordo com os advogados Jonathan Moreira dos Santos, Deise Kohler e Pedro Wellington Alves, a defesa deve trabalhar para que o caso seja considerado como um homicídio culposo – quando não há intenção de matar. Segundo eles, o processo não conta com provas que justificam a qualificadora de feminicídio.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 23 de julho, no Distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Após o disparo, Leonardo colocou o corpo da jovem no porta-malas do carro e a levou até o Hospital Bethesda. Gabriella já chegou morta na unidade.

Após deixar a namorada em cima de uma maca, Leonardo fugiu para São Francisco do Sul e, no caminho, teria jogado a arma usada no crime no Canal do Linguado.

Em depoimento ele alegou que o disparo foi acidental e teria ocorrido enquanto mostrava a arma para a companheira. A perícia, porém, identificou que a pistola foi apontada na direção da vítima por conta do trajeto do projétil e da marca na parede. Gabriella estava na casa dos sogros quando foi atingida.

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