Justiça autoriza corte do salário de servidores grevistas que não voltarem ao trabalho na Capital

O Sintrasem, porém, afirma que a greve está mantida até que a prefeitura de Florianópolis atenda as reivindicações da categoria

Os servidores municipais de Florianópolis se reuniram em assembleia na tarde desta quinta-feira (10) e decidiram manter a greve, definida também em assembleia no dia 2 de março. No período da tarde, durante a assembleia, a prefeitura entrou com o pedido de antecipação de tutela sobre a ação declaratória de ilegalidade da greve no Tribunal de Justiça, que foi deferido em parte pelo desembargador Cesar Abreu.

A decisão publicada às 15h57 determina a suspensão imediata da greve dos servidores municipais e o retorno ao trabalho, manutenção da multa fixada em R$50 mil por dia de descumprimento e autoriza, a partir de 48 horas da publicação da decisão, o corte do pagamento pelos dias não trabalhados.

O Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) diz que vai recorrer e reafirma que não há propostas oficiais e enquanto não houver negociação vai continuar em greve. A prefeitura, por sua vez, afirmou na quarta-feira (9), que pelos menos dez cláusulas já avançaram, especialmente nas questões sobre a realização de concurso público, a segurança nos locais de trabalho, e sobre as unidades de Assistência Social.

A diretora do Sintrasem Ana Claudia da Silva diz que o sindicato continuará trabalhando para manter a greve e até ampliar a adesão, mantendo o percentual exigido pela justiça nos atendimentos de urgência e emergência. “Vamos continuar recorrendo judicialmente. Não é isso que vai fazer com que nossa greve pare. Sairemos quando o prefeito atender nossa pauta de reivindicações. Não houve, de fato, nenhum avanço na pauta”, garantiu.

O secretário de administração do município, Gustavo Miroski, afirmou que a prefeitura apresentou propostas capazes de atender e que a negociação só será retomada após a suspensão da greve. “Temos uma decisão judicial muita clara no sentido dispersão imediata da greve, inclusive nos autorizando o corte do pagamento nos dias não trabalhados. Hoje, infelizmente, não se tem lastro para negociar cláusula de impacto financeiro, não seremos irresponsáveis de daqui a pouco não conseguir pagar a folha de pagamento”, ressaltou. 

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