Justiça coloca no banco dos réus chicoteadores de jovem negro

Atualizado

A Justiça aceitou a denúncia de tortura, cárcere privado e divulgação de cenas de nudez contra Davi de Oliveira Fernandes e Valdir Bispo dos Santos, ex-seguranças do supermercado Ricoy, na zona sul de São Paulo, que chicotearam um adolescente negro flagrado tentando furtar uma barra de chocolate em agosto.

Segurança David de Oliveira Fernandes foi indiciado pelo crime de tortura – Reprodução/Record TV/ND

Na segunda-feira (16) a Justiça de São Paulo havia pedido a prisão preventiva da dupla. No mesmo dia, o Ministério Público do Estado denunciou os seguranças pelos crimes de tortura, cárcere privado e divulgação de cenas de nudez por causa da divulgação de imagens por celular da vítima sendo açoitada completamente despida. Fernandes e Santos já haviam sido indiciados pela Polícia Civil pelo crime de tortura.

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O rapaz afirmou que, no mês passado, “em data que não recorda, dentro do Supermercado Ricoy, instalado no local dos fatos, apanhou das gôndolas uma barra de chocolate e tentou sair sem efetuar o pagamento”. “Foi abordado na saída pela pessoa de Santos, segurança do local, o qual conhece já há algum tempo”.

“Ele foi auxiliado por Neto que juntos levaram a vítima até um quarto nos fundos da loja”, narrou. O jovem acrescentou. “Ali a vítima foi despida, amordaçada, amarrada e passou a ser torturada com um chicote de fios elétricos trançados. Ali, permaneceu por cerca de quarenta minutos, sendo agredido o tempo todo”.

“Depois de apanhar bastante foi liberado pelos agressores e não quis registrar boletim de ocorrência pois temia pela sua vida. Na saída do supermercado ouviu Santos dizer que caso falasse algo para alguém iria matá-lo”, concluiu.

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