Justiça concede mais prazo para pais do menino Jonatas explicarem gastos

A Justiça concedeu mais oito dias para os pais do menino Jonatas devolverem os R$ 16 mil liberados para o tratamento do bebê, que sofre de Atrofia Muscular Espinhal (AME). Os pais dele tentam apresentar comprovações dos gastos com o tratamento, mas esses documentos já haviam sido recusados anteriormente.

Pais do menino Jonatas precisam se entender com a Justiça – Reprodução/RICTV Record TV

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Nessa quinta-feira (8) a juíza Cristina Paul Cunha Bogo, da 1ª Vara Cível de Araquari decidiu dar mais tempo para que a família apresente documentos ou devolva o valor, arrecadado por meio da campanha AME Jonatas.

Segundo a reportagem do ND apurou, algumas informações demonstradas foram consideradas insuficientes pela magistrada. Além disso, no dia 2 de agosto, o SUS (Sistema Único de Saúde), por meio do Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, entregou à Justiça o relatório com o prontuário médico do menino Jonatas.

No início de julho, a família do menino havia ganho um prazo maior para prestar esclarecimento sobre o dinheiro da conta judicial usada por eles. O casal apresentou documentos para comprovar os gastos com o tratamento da criança, mas a Justiça manteve o pedido de devolução do dinheiro.

Em um dos casos indeferidos estava a liberação de valores para um familiar do casal. A juíza de Araquari, responsável pelo caso, pediu mais informações sobre os serviços prestados por esse parente.

A Justiça também rejeitou os comprovantes de postos de gasolina e compras de roupas. Também solicitou com urgência um estudo social na casa da família para verificar como o casal cuida da criança.

Relembre o caso

Jonatas foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal em março de 2017. O tratamento é feito com vacinas importada dos Estados Unidos, no valor total de R$ 3 milhões.

Como não tinham condições de arcar com as despesas, os pais fizeram uma campanha e o caso teve repercussão nacional.

Em maio de 2017, o casal anunciou nas redes sociais que havia conseguido o valor, mas continuaria a arrecadação para poder cobrir gastos com os equipamentos que mantinham o menino vivo em casa.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, os pais são acusados de se apropriarem de mais de R$ 200 mil das arrecadações. Com o dinheiro, eles teriam comprado celulares, um faqueiro, roupas, sapatos e joias. Além disso, teriam adquirido um carro no valor de R$ 140 mil e pago uma viagem para Fernando de Noronha, que custou R$ 7.883,12

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