Justiça manda prender ex-presidente da Câmara de Vereadores de Chapecó

Atualizado

O vereador licenciado Arestide Fidélis (PSB), pode ser preso a qualquer momento. A 1ªVara Criminal de Chapecó expediu mandado de prisão contra o ex-presidente da Câmara de Vereadores, na última segunda-feira (14), mas ele não foi localizado na cidade e, deste modo, é considerado foragido da Justiça. 

Arestide Fidélis – Foto: Willian Ricardo/Arquivo

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina rejeitou o recurso da defesa, impetrado após a condenação em primeira instância, que ocorreu no dia 12 de abril deste ano, em Chapecó. 

À época, Fidélis foi condenado a oito anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, por sete tentativas de homicídio e embriaguez ao volante. Depois, a Justiça revisou a decisão e passou para seis anos e seis meses para regime semiaberto. 

O advogado de defesa, Arthur Losekann, disse que tomou conhecimento do pedido de prisão, mas que Fidélis está em viagem e retorna na próxima semana a Chapecó, quando deve se apresentar à Justiça para o início do cumprimento da pena. 

A defesa também afirma que  entrou com um habeas corpus preventivo junto ao STF (Superior Tribunal Federal) e um recurso especial no STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas ainda aguarda a decisão. Mandado de prisão

Condenação 

Arestide Fidélis se envolveu num acidente de trânsito no feriado de 1º de maio de 2014, no Contorno Viário Oeste, em Chapecó. Segundo a Justiça, o vereador invadiu a contramão de direção e bateu na lateral de outro veículo, que era ocupado por um casal e um menino. 

Na sequência do acidente, Fidélis bateu de frente com outro veículo, que era ocupado por um casal e duas crianças. Uma menina, à época com 13 anos, teve traumatismo craniano, foi atendida e passa bem. 

Ainda segundo a Justiça, o vereador não prestou socorro e tentou se esconder, mas foi detido por embriaguez ao volante. Ele ficou preso durante 33 dias, mas conseguiu um habeas corpus, pagou fiança e foi liberado. 

Fidélis foi preso novamente após a primeira condenação, que ocorreu em abril. Ele ficou detido por 12 dias, mas foi liberado com um habeas corpus. Dias depois renunciou do cargo de presidente da Câmara de Vereadores e pediu licença da função, no dia 30 de abril. 

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