Justiça nega prisão de acusados de matar jovem de Biguaçu

Atualizado

Lucas foi localizado no interior de Biguaçu no dia 22 de fevereiro – Reprodução/Acervo Família

O juiz da Vara Crimina de Biguaçu, Cesar Augusto Vivan, negou o pedido de prisão dos acusados de matar Lucas Feller de Carvalho. A decisão deixou a família perplexa, já que na decisão o magistrado diz que os réus não cometeram novos delitos após assassinar brutalmente o jovem. Os quatro foram apontados pela Polícia Civil como autores do homicídio e responderão o processo em liberdade.

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A decisão de Vivan ocorreu no dia 12 de março. O magistrado entende que embora o crime seja grave, não há qualquer indicio que os acusados poderiam cometer novos crimes, já que desde a data dos fatos não há qualquer informação de novos delitos.

O pai da vítima, o estofador Adelson Donizete Carvalho, 51 anos, disse que a família esperava mais da justiça. “O judiciário é muito moroso. Já faz um ano e um mês e não sabemos o que aconteceu. O Lucas era um menino bom e não tinha envolvimento com drogas. Trataram ele como criminoso”, ressaltou o pai do jovem.

Jovem foi brutalmente assassinado

Lucas foi morto na madrugada do dia 22 de fevereiro de 2018. O crime ocorreu na Estrada Geral Santa Cruz. Ele foi encontrado com as pernas quebradas e com oito tiros na cabeça e peito.

O jovem foi visto pela última vez saindo do Vintage Pub, no bairro Kobrasol, em São José. A investigação apontou que ele saiu da casa noturna às 4h. O corpo foi encontrado por um motorista que passava pela estrada por volta das 8h30.

O estofador Adelson Donizete de Carvalho, 51 anos, diz que ainda confia que a justiça seja feita. “Polícia Civil e o Ministério Público concordaram que os indivíduos deveriam ser presos, mas o juiz não acatou. Vamos esperar que a gente descubra o que aconteceu antes que isso acontece com outras pessoas”, argumentou Adelson.

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