Justiça ouve 58 testemunhas de homicídio que envolve PMs em Lages

Atualizado

As testemunhas do processo em que são réus três policiais militares e um cidadão comum são ouvidas nesta semana pelo juiz Geraldo Corrêa Bastos, da comarca de Lages.

Juiz Geraldo Corrêa Bastos ouve nesta semana as testemunhas do processo em que são réus três PMs e um civil – Foto: Divulgação/ Assessoria de Imprensa/NCI

Eles são indiciados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Nesta terça-feira (28), o magistrado indiciou, portanto, a oitava das 28 testemunhas de acusação.

Na quinta-feira (30), outras 30 de defesa responderão então aos questionamentos feitos pelo juiz, Ministério Público e defensores.

Logo após, o interrogatório dos réus, último ato da instrução, está marcado para o dia 4 de fevereiro.

Na denúncia feita pelo Ministério Público, eles são acusados de matar um homem em meados de 2019 e abandonar o corpo às margens do rio Caveiras, próximo a Capão Alto.

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O homicídio tem as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e surpresa. Os policiais ainda respondem por inserção de dados falsos em documentos.

Em 20 de setembro de 2019, o juiz decretou a prisão preventiva dos três homens e de uma mulher (policial militar).

Os policiais ficaram detidos no 6º Batalhão de Polícia Militar. O civil, no entanto, ficou encarcerado no presídio masculino.

No mês de dezembro, um dos policiais solicitou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que lhe concedeu liberdade provisória.

Os demais pediram a extensão do benefício, mas o juiz negou o pedido porque o STJ se baseou em motivos de caráter exclusivamente pessoal para revogar a cautelar.

Crime

O cadáver foi encontrado às margens do rio Caveiras, entre os municípios de Lages e Capão Alto, na Serra Catarinense, no dia 1º de julho.

O corpo apresentava diversas lesões na região da cabeça.

A investigação chegou a um suspeito, que havia gravado um vídeo da vítima assumindo a prática de furtos em sua residência.

Também foi apurado que no dia 28 de junho uma viatura esteve na casa, episódio em que gritos foram ouvidos.

Em interrogatório, o suspeito confessou ter matado a vítima com a participação dos policiais militares.

Um deles teria dado um golpe na vítima, deixando-a quase desacordada.

Depois de arrastá-la, iniciaram outras agressões. Já sem vida, o homem foi colocado no porta-malas do carro de um dos réus e levado até a Ponte Velha, onde foi jogado ao rio.

Polícia