Justiça suspende fiança de suposto líder do PCC na fronteira com o Paraguai

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A Justiça suspendeu o alvará de soltura de Edson Barbosa Salinas, de 32 anos, apontado como sucessor do traficante Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o “Minotauro”, na liderança da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Justiça suspendeu o alvará de soltura de Edson Barbosa Salinas, apontado como sucessor do traficante “Minotauro”, na liderança da facção PCC – Foto: Polícia Militar/Arquivo/ND

Salinas foi preso por porte ilegal de arma, após uma briga de trânsito, no último domingo (19), em Ponta Porã (MS). Ele e o cunhado, Rodrigo Antunes Flores, de 28 anos, teriam apontado suas pistolas automáticas para o motorista de um Gol durante discussão por uma “fechada”.

O motorista ameaçado pediu ajuda a uma viatura policial. Devido ao risco de resgate, Salinas foi levado de helicóptero para o presídio estadual de Dourados (MS). Ele pagou R$ 80 mil de fiança na quinta-feira (23).

No final da noite, o juiz Marcelo Guimarães suspendeu a soltura, após receber informação da Polícia Federal de que o brasileiro usava identidade falsa.

Sucessor do traficante “Minotauro” pode ter ajudado em fuga no Paraguai

A polícia suspeita do envolvimento de Salinas na fuga de 75 presos da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã. Entre os fugitivos, que incluem 40 brasileiros, estavam cinco aliados de “Minotauro”.

Até a manhã desta sexta-feira (24), seis foragidos tinham sido recapturados, cinco paraguaios e um brasileiro.

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O juiz havia fixado fiança de R$ 80 mil após constatar que Salinas ostentava riqueza, já que ocupava um veículo de luxo no momento da prisão, se dizia empresário e portava R$ 17 mil em dinheiro.

Guimarães notificou a defesa de Salinas de que ele ficará detido até que se esclareça a dúvida sobre a real identidade do suspeito. O advogado informou que seu cliente não tem antecedentes criminais no Brasil e vai entrar com recurso.

Conforme informação repassada pelo Ministério Público ao juiz da 2ª Vara Criminal de Ponta Porã, o nome verdadeiro do suspeito seria Ederson Salinas Benitez. Na fronteira, o suposto líder do PCC é conhecido como “Salinas Riguaçu”.

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