Ladrões chineses atacam conterrâneos que têm comércio em Florianópolis

Polícia diz que a quadrilha se comunica pelo WhatsApp e age no país inteiro

Divulgação/ND

Chinês suspeito de integrar uma quadrilha formada por orientais e brasileiros que age em Florianópolis

Famílias chinesas estão sendo atacadas em Florianópolis por quadrilha integrada por chineses e brasileiros. Os criminosos atacam os orientais por dois motivos, segundo a polícia: hábito que os chineses têm de guardar dinheiro em casa e por ser fácil fazer um levantamento da rotina deles. “Os suspeitos não usam armas. Praticam arrombamento sempre durante o dia. Eles aparecem e desaparecem rapidamente, como os ratos”, comparou Ivan Sujianhe, 36 anos, proprietário de um restaurante e de uma loja em Florianópolis. Por ser o segundo oriental morando há mais tempo em Florianópolis -o primeiro é um dono de estacionamento de veículos na rua Osmar Cunha, no Centro –, além de dominar os idiomas mandarim e português, Ivan é considerado um líder dos chineses em Florianópolis.

Na 1ª DP da Capital foi registrado, em dezembro do ano passado, o furto de R$ 80 mil e de joias no apartamento do comerciante Xiao Xu, na rua Trajano, Centro. Além deste furto, Ivan disse que ocorreram outras quatro tentativas contra outros chineses estabelecidos em Florianópolis. Uma delas foi no apartamento de Ivan.

Edson de Freitas de Melo, 55 anos, chefe da equipe de investigação da 1ª DP, disse que os criminosos têm um grupo no aplicativo WhatsApp no qual se comunicam sobre os furtos e prováveis alvos. De acordo com Melo, a quadrilha age em todo o país. “Temos informações que eles furtaram recentemente em Belo Horizonte (MG)”, contou. Em contato com policiais de outros Estados, o investigador disse que a quadrilha já furtou mais de R$ 5 milhões.

As vítimas são escolhidas a dedo. Os criminosos ficam de campana nas proximidades de comércio chinês para levantar a rotina do proprietário. Na sequência, partem para a ação. “Sabendo que a vítima não está em casa, o ladrão diz ao porteiro que precisa falar com o amigo ou blefa que entregará uma encomenda. Com o caminho livre, ele micha a porta, ou arromba, e furta valores e joias”, conta Ivan Sujianhe. Para se precaver de invasões, Ivan orienta seus conterrâneos a avisar os porteiros sobre a onda de furtos e impedir que estranhos entrem sem antes falar pelo interfone com o dono do apartamento. 

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