Lâmpadas, pneus, remédios, óleo: saiba como descartar corretamente o lixo

Em tempos de discutir e se conscientizar cada vez mais sobre a produção e o destino correto do lixo, ainda existem muitos itens que geram dúvidas na hora do descarte. O que fazer com um espelho quebrado ou um copo de cristal? Todo tipo de papel pode ser descartado para reciclagem? Onde entregar aquele óleo de cozinha usado? O ND procurou a Comcap (Companhia Melhoramentos da Capital) para mostrar as respostas para as principais dúvidas sobre o descarte de lixo.

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Além da coleta convencional, de lixo orgânico, feita pela Comcap, há também a coleta seletiva de papéis, metais e plásticos. Mas nem todo papel, por exemplo, pode ser descartado para a reciclagem. É importante ficar atento a quais materiais separar para a coleta seletiva e quais devem ser descartados de outras formas. Lâmpadas fluorescentes, pneus, embalagens de agrotóxicos ou de óleos lubrificantes e medicamentos, por exemplo, devem seguir a logística reversa, ou seja, serem devolvidos à empresa fabricante. “É importante também sempre ler as embalagens, pois em muitos casos as instruções de descarte do produto são dadas pelos próprios fabricantes”, afirma a engenheira sanitarista Karina da Silva de Souza, gerente da divisão de desenvolvimento de projetos da Comcap.

Além das coletas da Comcap, há outras duas possibilidades para descartar lixo. Há quatro ecopontos espalhados pela cidade que recebem principalmente resíduos como eletrônicos e eletrodomésticos, entulhos de construção, pneus, podas de árvores e óleo de cozinha. Já os chamados PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) são exclusivos para embalagens de vidros, como garrafas, potes, copos e taças.

Enquanto que produtos tóxicos já têm logística reversa prevista, materiais como espelhos e vidros planos podem ser devolvidos a vidraceiros, por exemplo. “Se o produto não puder ser descartado em coleta convencional, seletiva ou nos ecopontos e PEVs, deve-se devolver o produto no local em que se comprou para que ele retorne para a indústria, que é responsável por colocar o produto no mercado”, explica Karina. 

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O que fazer com os resíduos? 

Coleta domiciliar

Os resíduos sólidos devem ser colocados na rua no dia e horário certos, conforme roteiros de coleta convencional ou seletiva. Os resíduos recicláveis secos, plástico, papel, metal e vidro devem ser colocados em sacos claros e transparentes. Regras da coleta seletiva: 

PAPEL

  • Pode: jornais, revistas, folhas e folhetos, caixas de papelão desmontadas e caixas longa vida.
  • Não pode: papel carbono, celofane, amanteigado, parafinado, papéis engordurados ou sujos, fitas e etiquetas adesivas, fotografias, toalhas, lenços e guardanapos usados.
  • O que fazer com o material que não pode ser reciclado: descartar no lixo comum. 
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METAL

  • Pode: latas limpas de bebidas e alimentos, panelas, parafusos, pregos, grampos e clipes, fios e objetos de ferro ou latão.
  • Não pode: latas com restos de tinta ou vernizes, latas de materiais tóxicos e corrosivos, esponjas de aço, pilhas e baterias.
  • O que fazer com o material que não pode ser reciclado: pilhas e baterias podem ser entregues nos ecopontos ou às lojas. As latas também devem ser devolvidas às lojas ou se deve seguir a instrução que consta no produto. 

PLÁSTICO

  • Pode: embalagens e utensílios como garrafas, frascos e potes, sacos e sacolas, baldes, canetas, brinquedos, canos, tubos e conexões, plástico filme e isopor.
  • Não pode: embalagens metalizadas, de produtos tóxicos ou com restos de alimentos, adesivos, cabos de panela, espuma de colchão e esponjas.
  • O que fazer com o material que não pode ser reciclado: alguns produtos podem ser devolvidos às indústrias e lojas, mas o que não tiver logística reversa deve ser descartado no lixo comum.
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VIDRO

  • Pode: embalagens (garrafas, potes e frascos) vazias, copos e taças.
  • Não pode: espelhos, vidros planos, temperados e refratários, cristais, utensílios de porcelana e cerâmica, pirex e lâmpadas.
  • O que fazer com o material que não pode ser reciclado: a maioria dos vidros e espelhos pode ser entregue à vidraçarias, que reaproveitam os materiais. O que não puder ser devolvido, deve ser bem acondicionado para ser descartado no lixo comum (embalados em jornais, em caixas longa vida ou embalagens plásticas).   

DICAS

  • Os resíduos orgânicos (cascas de frutas e legumes, restos de alimentos, pó de café) podem ser reaproveitados na compostagem, para a produção de adubo para hortas e jardins.
  • Resíduos orgânicos e rejeitos (fraldas descartáveis e lixo de banheiro) devem ser entregues à coleta convencional.
  • Embrulhe bem materiais pontiagudos ou cortantes. Até mesmo espinhas de peixes, cabeças de camarão, ostras e mariscos devem ser embaladas em jornal, garrafa PET ou caixas longa vida e entregues à coleta convencional.
  • De acordo com o artigo 33 da Lei nº 12.305, resíduos e embalagens de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, resíduos e embalagens de óleos lubrificantes, lâmpadas, produtos eletrônicos e seus componentes devem ser entregues diretamente aos comerciantes, distribuidores, fabricantes ou importadores. 
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Pontos de Entrega Voluntária para vidros

Os PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) são exclusivos para embalagens de vidro. Há nove pontos no Continente e quatro na Ilha. As embalagens devem ser esvaziadas, limpas e os rótulos retirados para serem entregues. São aceitos vidros quebrados.

  • O que pode: garrafas de bebidas, potes de alimentos, frascos de cosméticos e medicamentos vazios, copos e taças de vidros.
  • O que não pode: vidros planos (de janelas), espelhos, cristais, cerâmica, porcelana, pirex e lâmpadas.
  • Alguns endereços de PEVs: parque de Coqueiros, rótula do Jardim Atlântico, praça Nossa Senhora de Fátima (Estreito), Centro de Cultura e Eventos da UFSC, estacionamento ao lado da praça Miguel Angelo Sedrez, na rodovia Admar Gonzaga, no Itacorubi. 
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Ecopontos da Comcap

Quatro ecopontos espalhados pela cidade recebem resíduos sólidos. Os resíduos devem ser colocados de forma separada no ecoponto para que a Comcap possa dar o destino final ambientalmente adequado a cada um dos materiais.

  • Pode: até três eletrônicos (como televisão, monitor, teclado, mouse, celular, impressoras, etc), até um metro cúbico de entulho (resíduos de construção e demolição de tijolos e telhas), até um metro cúbico de madeira, até 10 unidades de pilhas e baterias, até cinco litros de óleo de cozinha, até quatro pneus, até um metro cúbico de podas de árvores, até dois eletrodomésticos (fogão, geladeira, ar condicionado, etc), até 500 litros de recicláveis como plástico, papel, arame, vidros, isopor, etc e até quatro unidades de volumosos (móveis, sofás, colchões, etc).
  • Não pode: resíduo de gesso, de amianto, produtos químicos e resíduos de saúde.
  • O que fazer com o material que não pode ser descartado: os resíduos de gesso e amianto devem ser encaminhados aos fornecedores, os produtos químicos devem ser devolvidos às empresas onde foram adquiridos, os resíduos de saúde  devem ser entregues em farmácia e postos de saúde. As lojas da Rede Sesi recebem medicamentos vencidos, o site www.descarteconsciente.com.br indica lojas da Panvel e DrogaRaia que recebem resíduos de saúde.
  • Alguns locais também aceitam eletrônicos usados, veja a lista nos sistes www.cdisc.org.br e www.campechereciclaveis.com.

Os endereços dos Ecopontos:  Itacorubi (rodovia Admar Gonzaga, 72), Capoeiras (terminal de Capoeiras, rua professor Egídio Ferreira, s/n), Monte Cristo (rua Joaquim Nabuco, 3000) e Morro das Pedras (rua Francisco Vieira, 198).

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