Lançada licitação para alargamento da faixa de areia de Canasvieiras, em Florianópolis

A Prefeitura de Florianópolis lançou nesta quarta-feira (30) o edital de licitação para a contratação da empresa que vai executar o alargamento da faixa de areia da praia de Canasvieiras, no Norte da Ilha. A licença ambiental prévia já foi dada pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) em dezembro e a obra está orçada em mais de R$ 16 milhões. 

O processo acontecerá na modalidade concorrência pública e os envelopes com as propostas apresentadas serão abertos às 16 horas do dia 6 de março. “Nós conseguimos formatar tecnicamente todas as exigências necessárias para poder exigir no edital de licitação. Agora, vencendo essa etapa administrativa, vamos ter a vencedora do processo licitatório e a certeza de que poderemos iniciar sua execução a partir de agosto desse ano”, disse o prefeito Gean Loureiro, em entrevista à RICTV Record.

Edital de licitação foi lançado nesta quarta-feira (30) pela Prefeitura de Florianópolis - Cristiano Andujar/PMF/Divulgação/ND
Edital de licitação foi lançado nesta quarta-feira (30) pela Prefeitura de Florianópolis – Cristiano Andujar/PMF/Divulgação/ND

Atualmente, a faixa de areia não chega a 5 metros de extensão em alguns pontos. Depois que a obra ficar pronta, a praia de Canasvieiras deve passar a ter cerca de 40 a 50 metros metros de largura, e de 30 a 35 metros, quando estabilizada. Ao todo, são 2,5km de extensão, que vai de Canajurê até o Rio do Brás. Ao final dos trabalhos, também caberá ao IMA conceder a Licença Ambiental de Operação (LAO), que formaliza a conclusão das obras.

Um estudo realizado no fundo do mar encontrou areia com a mesma consistência da que hoje existe na orla, a uma distância de 1,4 km da praia. Uma embarcação vai  pegar esse material para colocar na faixa de areia. As obras de alargamento vão acontecer entre agosto e novembro. A prefeitura já garantiu recursos próprios de R$ 16,4 milhões.

O oceanógrafo Alexandre Mazzer explica que o impacto ao meio ambiente será mínimo. “Ela é bastante indicada, mas requer manutenção. Não é apenas colocar a areia e deixar, porque, senão, o processo pode voltar”, afirmou.

Para a Associação FloripAmanhã, este tipo de obra contribui para o turismo e a economia da cidade. A associação defende que a gestão de toda a orla seja feita pela Prefeitura e não pela Superintendência do Patrimônio da União. “É importante que a gente tenha realmente um planejamento adequado, com a ajuda das universidades, para juntos fazermos o monitoramento desse processo da costa e das margens da água e areia”, disse Anita Pires, presidente da FloripAmanhã.

A próxima etapa é planejar as próximas praias que vão receber esse mesmo tipo de obra. Já estão mapeadas as praias de Beira-Mar Norte, Jurerê e Armação do Pântano do Sul, que sofrem com as ressacas. “Nossa meta é, de pouco em pouco e na medida que tenha recursos, ir contratando os estudos, tirando as licenças, licitando e executando a obra em outras praias de Florianópolis”, detalhou o prefeito Gean Loureiro.

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