Largo da Alfândega vai impulsionar a cultura e o turismo no Centro de Florianópolis

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Prefeito Gean Loureiro acompanha obras de revitalização no Largo da Alfândega, um dos espaços mais democráticos da cidade, palco de manifestações e apresentações culturais – Cristiano Andujar/PMF/Divulgação/ND

As obras de revitalização em um dos principais pontos turísticos e históricos do Centro de Florianópolis, o Largo da Alfândega, continuam em ritmo acelerado. A prefeitura agora trabalha nos retoques finais para a entrega da obra para a população, que deve ocorrer na primeira quinzena de fevereiro.

O restauro da área vai valorizar ainda mais a cultura e o turismo da capital catarinense. “Temos a preocupação de devolver o largo da Alfândega de maneira impecável para a população, para que se tenha um diferencial nesse ponto da cidade. Agora estamos instalando uma cobertura que, com a luz do sol, vai remeter a renda de bilro, que faz parte da cultura da nossa cidade”, comenta o prefeito, Gean Loureiro.

Os serviços começaram em setembro de 2018 e, durante as escavações, foram encontrados diversos achados históricos. Um deles foi o muro que demarcava o limite entre a terra firme e o mar no Centro de Florianópolis e que ficará visível e terá destaque após a conclusão dos serviços. Para remeter ao passado serão instalados cinco espelhos d’água, proporcionando a turistas e moradores a sensação de como era a região antes da construção do aterro da baía Sul, que mudou a cara da cidade na década de 1970.

“Os espelhos d’água trarão de volta para a população a sensação de novamente a alfândega estar próxima do mar, como era quando os barcos traziam mercadorias para a nossa Ilha. A obra é complexa, mas se tudo ocorrer dentro do planejado, deve ficar pronta na primeira quinzena de fevereiro”, garantiu o secretário de Infraestrutura da Capital, Valter Gallina.

A data exata em que o muro da Alfândega foi construído não é conhecida, mas estima-se que tenha sido entre 1876 e 1912. Além desta descoberta, durante a restauração da área foram encontrados outros objetos e estruturas históricas, como escadas que eram utilizadas para o acesso aos navios, dois pilares do antigo trapiche e até uma galeria pluvial, que passa por baixo do casarão da Alfândega.

“O largo da Alfândega é um espaço importante para a Capital, um ponto de encontro da comunidade, de artistas, que abriga apresentações culturais, manifestações da sociedade. Estamos investindo com força de trabalho e recursos, procurando manter essas características históricas em nosso projeto e esperamos que todos possam aproveitar essa importante área do Centro da cidade”, acrescenta Loureiro.

Restauro da área histórica vai valorizar ainda mais a cultura e o turismo da capital catarinense – Cristiano Andujar/PMF/Divulgação/ND

Mais opções para o comércio e revitalização de ruas

Outras obras realizadas no local no momento são as estruturas metálicas das duas novas edificações, entre a rua Arcipreste Paiva e a avenida Paulo Fontes. Elas abrigarão duas lanchonetes, posto policial, floricultura, lojas de artesanato indígena e de cerâmica, sanitários públicos e um centro de atendimento turístico.

Inaugurado há mais de 120 anos, o largo da Alfândega, em Florianópolis abriga em suas fundações a memória da capital catarinense, da construção do Mercado Público, da chegada das mercadorias à Ilha pelo mar, da Revolução Federalista, das barracas e quitandas do comércio no seu entorno. A área é um dos espaços mais democráticos da cidade, palco de manifestações e apresentações culturais.

A Casa da Alfândega funcionou até meados de 1964, quando, já longe do mar, perdera sua importância administrativa. A abertura de novas rotas de comércio, os modelos de fiscalização e controle de mercadorias tornaram obsoletas as funções da Alfândega. Contudo, sua presença marca um período histórico, considerado por muitos, como o mais romântico da ilha. O tempo em que o mar margeava belissimamente as ruas centrais do comercio da cidade. A vida marítima, naquela época, dava ritmo ao desenvolvimento da ilha e arredores.

“As obras de revitalização do Largo da Alfândega têm como objetivo valorizar parte dessa rica e importante história, proporcionando às gerações contemporâneas as a oportunidade de conhecer sobre o passado, mas, sobretudo, terem a experiência de tecerem nossas experiências com a cidade. Inaugurada no final do século 19, a Casa da Alfândega servia como posto fiscal e de registro da chegada de diversas mercadorias oriundas dos países europeus, do norte e do sul da América. Pelos portos de Florianópolis, antiga Desterro, saiam produtos, café sombreado, produtos agrícolas e pescados”, afirma o historiador Fábio Garcia.

A requalificação do largo da Alfândega abrange 13.865 metros quadrados, incluindo trechos das ruas Deodoro e Conselheiro Mafra. Prevê também a instalação de decks de madeira e de bancos de concreto com assentos de madeira e iluminação no nível do piso, além de esguichos nos espelhos d’água e paisagismo. O investimento é de R$ 8 milhões, em uma parceria da Prefeitura de Florianópolis com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)

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