Laudo aponta que uma mesma arma foi utilizada em seis homicídios cometidos em Joinville

Resultado do exame realizado pelo Instituto Geral de Perícias aumenta possibilidade de os crimes praticados em 6 de dezembro de 2015 terem relação entre si

Carlos Junior/arquivo/ND

“É muito bom saber que os laudos estão sendo conclusivos e que a balística comprovou qual arma foi utilizada para praticar as mortes em sequência”, disse o secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Augusto Grubba
Fabrício Porto/arquivo/ND

Delegado Fabiano Silveira solicitou a prorrogação por mais 60 dias do prazo para conclusão do inquérito sobre as mortes

A madrugada do dia 6 de dezembro de 2015 não será esquecida pelos familiares de Adão Pereira da Silva, 37 anos, Ederson Bonette Barbosa, 27 anos, André Manolo Corrêa, 35 anos, Daniel Alves de Lima, 32 anos, Alex Muniz Evaristo, 28 anos e Diogo da Rocha Garbari, 27 anos. Foi nessa madrugada que os seis homens foram assassinados na zona Sul de Joinville, nos bairros Fátima e Paranaguamirim. A investigação dos crimes pode ter um novo rumo a partir de agora. Isso porque o resultado balístico apontou, segundo o delegado Fabiano Silveira, o responsável pelo caso , que uma mesma arma de calibre 380, foi utilizada nas seis mortes ocorridas naquela madrugada.

Com o resultado, a hipótese de que os crimes têm ligação entre si fica ainda mais forte e o delegado solicitou nesta semana a prorrogação por mais 60 dias do prazo para conclusão do inquérito sobre as mortes.

Segundo Aldair Florenscio Guedes, irmão de Ederson Bonette Barbosa, morto de joelhos ao lado de Adão Pereira da Silva, em um sobrado no bairro Fátima, a família não tem nenhuma informação do progresso das investigações e as circunstâncias da morte do irmão continuam um mistério. “A vida está complicada né, mas não temos o que fazer, nada vai resolver, ele não vai voltar”, destaca.

Para o secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Augusto Grubba, as investigações ficam mais claras a partir de agora. “É muito bom saber que os laudos estão sendo conclusivos e que a balística comprovou qual arma foi utilizada para praticar as mortes em sequência. O trabalho dá um salto com o resultado”, destacou.

Ainda segundo o secretário, a prorrogação do inquérito é importante para que as investigações sejam satisfatórias e é perfeitamente normal que se estendam devido à gravidade do caso.

A madrugada sangrenta que chocou Joinville no fim de 2015

Fabrício Porto/arquivo/ND

LSérie de mortes começou por volta das 3h30, com os assassinatos de Ederson Bonette Barbosa e Adão Pereira da Silva neste sobrado em construção na rua Guanabara, bairro Fátima

Três horas. Foi nesse espaço de tempo que seis pessoas foram assassinadas na zona Sul de Joinville no dia 6 de dezembro de 2015. O duplo homicídio de Ederson Bonette Barbosa e Adão Pereira da Silva, por volta das 3h30, marcou o início das horas de terror pelas ruas dos bairros Fátima e Paranaguamirim. Os dois foram mortos a tiros, ajoelhados e virados para a parede em um sobrado em construção na rua Guanabara, bairro Fátima.

A partir daí, a sequência de mortes ainda é desconhecida, mas outros quatro homicídios foram registrados. Próximo ao sobrado onde Barbosa e Silva foram assassinados, Alex Muniz Evaristo foi morto com um tiro no pescoço, na rua Vasco da Gama. Estas três mortes foram no bairro Fátima.

No bairro Paranaguamirim, outras três mortes foram registradas antes de o sol se erguer naquele domingo. Era quase 5h30 quando a Polícia Militar recebeu o chamado que vinha do bairro da zona Sul. Testemunhas que ouviram cerca de cinco disparos de arma de fogo entraram em contato com a polícia. Na avenida Kurt Meinert, foram encontrados os corpos de Daniel Alves de Lima e Diogo da Rocha Garbari. Em uma casa próxima ao local, em via pública, onde os corpos dos dois homens foram encontrados, André Manolo Corrêa foi assassinado, dentro de casa. A mulher e o filho estavam na residência e o assassino tentou colocar fogo na casa, deixando a mulher de Corrêa com queimaduras no corpo. Três mortes no bairro Paranaguamirim.

Na mesma madrugada, próximo ao Morro do Amaral, Valdinei Aparecido de Souza foi morto a facadas, mas essa morte não foi incluída no mesmo inquérito policial por fugir dos padrões das demais.

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