Lei e ordem na SC-401

Florianópolis não pode mais conviver com invasões: famílias sem-teto têm que se inscrever em programas oficiais de habitação social

Quando se trata de abordar a chamada Ocupação Amarildo, na SC-401, afloram sentimentos extremos, com o radicalismo de parte a parte invadindo as redes sociais. Mas é preciso cautela e espírito desarmado para analisar essa grave questão surgida em Florianópolis no final do ano passado. Aliás, uma situação inédita – com essas proporções – na história da capital catarinense. Não surpreende, por exemplo, o fato de que há interesses político-partidários embutidos nesse movimento de invasões de terras na Ilha de Santa Catarina. Também sabemos que 90% ou mais dos invasores são migrantes, desembarcados em Florianópolis com a determinação específica de agravar as demandas sociais. O que nos espanta, na verdade, é o despertar tardio das nossas autoridades para uma questão séria como essa. Como se diz no popular, “a ficha demorou a cair”. O Estado foi omisso quanto à invasão e nada fez para impedir o crescimento da vila cenográfica (poucos invasores estão de fato vivendo no local). Alertada pelos setores de inteligência, a Polícia Militar agiu no sábado, com o objetivo de evitar a migração do acampamento para outro terreno. Apesar dos protestos das lideranças, a força policial foi bem-sucedida. E não pode arrefecer na vigilância, porque o prazo para a desocupação termina nesta terça, 15, a não ser que surja algum fato novo que justifique sua dilatação. Quanto aos “sem-terra” ou “sem-teto”, eles têm que se submeter às regras estabelecidas: cadastro e fila para obtenção de moradia, por meio de programas oficiais de habitação social. Aliás, quem, entre tantos florianopolitanos que pagam aluguéis caríssimos, não quer ter esse privilégio?

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Sombras…

“A sombra da torre da ‘velha’ agência Ford, tombada para dar lugar a mais um prédio, quis se fazer presente na foto que publicaste da fábrica Hoepcke nos anos 60. Talvez para, de maneira sutil, chamar nossa atenção para a importância de conservarmos o patrimônio histórico da cidade. Parabéns pela matéria ‘Memória de Florianópolis’”. Do leitor Marius Bagnati, “um apaixonado por esta terra”.

…do passado

Interessante observar que tanto os mais velhos quanto os mais jovens gostaram do que viram e leram. E. Junior Ribeiro, guarda municipal de Florianópolis, afirmou o seguinte: “Puxa, sempre tive curiosidade sobre esse prédio. Rendas e bordados, nunca imaginei. Obrigado”. Luciana Manfroi, jornalista e professora: “O prédio da Hoepcke daria um belíssimo centro cultural. No coração da cidade”.

Convivência

Também o jurista e professor Cesar Luiz Pasold comentou o resgate feito na coluna do fim de semana: “Residi em minha infância por mais de dez anos na Rua Duarte Schutel e, portanto, convivi muito de perto com estes dois prédios históricos importantes do Desterro. Mais um belo resgate! Obrigado por reavivar a memória!”.

Vem pra urna 

“Muito legal campanha do TSE para incentivar o voto optativo do jovem, com o gancho ‘Vem pra urna'”. Do jornalista Marco Aurélio Gomes (@Magomarco). Votar é muito bom. E quem quer mudar o país tem que exercer esse direito.

Leitura

Não é querer puxar a brasa para a sardinha, mas já puxando: dá gosto ler o ND todos os dias e, mais ainda, nos fins de semana. Belas reportagens, como a do “Queijo com sotaque” (produzido em Paulo Lopes), a história do busto de Eike Batista na Praça 15 de Novembro, a pesquisa do Instituto RIC com o Accord sobre a prefeitura de Florianópolis… Sem falar no Plural, com a bela homenagem ao artista Silvio Pléticos, prestes a completar 90 anos de idade.

Senso comum

Por falar em pesquisa, não me surpreendi com a avaliação “mediana” dos entrevistados. O que se ouve muito nas ruas – e olha que circulo e converso com muita gente – é um rosário de queixas e críticas ao prefeito. Muitos dizem que “o serviço não aparece”, baseados talvez em problemas de infraestrutura e manutenção. Também a identificação de mobilidade urbana, saúde e segurança pública como problemas mais graves da cidade confirmam o que o senso comum diz.

Fazer o bem

Marcada para o dia 27 deste mês a sétima edição da Massa Solidária – Dá gosto fazer o bem, no Centro de Eventos da ACM (Associação Catarinense de Medicina). Os recursos arrecadados serão destinados à ACAM (Associação de Amigos da Casa da Criança e do Adolescente do Morro do Mocotó), que atende mais de 200 jovens. A ONG é uma das sete instituições do Instituto Padre Vilson Groh.

Esclarecimento

Artista Pita Camargo esclarece que o novo secretário do Turismo, Esporte e Cultura, Felipe Mello, esteve na abertura de sua exposição, no Museu de Arte de Santa Catarina, depois da reunião com a equipe de trabalho da pasta. “O secretário fez elogios aos artistas e mencionou que estava feliz por iniciar sua gestão com uma mostra desta importância. Deste modo, agradecemos ao secretário Felipe Mello e desejamos um trabalho exitoso”, diz o artista.

O currículo…

Com o status de patrimônio cultural imaterial de Santa Catarina (e, logo, do Brasil), a organização da Procissão do Senhor dos Passos foi ao governo do Estado para obter recursos do Funcultural. A papelada necessária foi encaminhada ao Seitec (Sistema Estadual de incentivo ao Turismo, Esporte e Cultura), órgão que aprova ou desaprova a aplicação de recursos públicos nas áreas específicas.

… de Jesus

Diante do pedido, um dos burocratas do setor não teve dúvida em exigir no seu despacho: “O pleiteante (Senhor dos Passos) deve apresentar seu currículo”. Por currículo, entenda-se o histórico de vida, CPF, RG, endereço etc. O caso parou no Conselho Estadual de Cultura, que analisa esse tipo de processo. Os membros do CEC, evidentemente, caíram na gargalhada quando se depararam com a sucupiriana situação.

James Tavares

Na fonte

A Grande Florianópolis tem incríveis cenários, que despertam a curiosidade dos turistas. Caldas da Imperatriz é um desses lugares encantadores, convidativos ao prazer de viver e contemplar a natureza. E a água mineral, que brota das fontes, é de graça!

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