Lei de Florianópolis garante permanência de cães comunitários em abrigos

Com mais de 200 cães comunitários cadastrados em diferentes pontos da cidade, Florianópolis vira destaque positivo na mídia após recente polêmica na capital gaúcha, que colocou Porto Alegre em pauta, quando a prefeitura do município exigiu a remoção abrigos destinados a cachorros em situação de rua de uma calçada da cidade.

Prefeitura fixa uma placa na estrutura, indicando como destinada aos cães comunitários – Divulgação/PMF

Segundo a titular da Dibea (Diretoria de Bem-Estar Animal), Fabrícia Rosa Costa, a instalação de casinhas nas calçadas é comum no município e a prefeitura inclusive fixa uma placa na estrutura, indicando como destinada aos cães comunitários. Pelo menos duas pessoas devem se responsabilizar oficialmente pelo animal, mas ele pode ser cuidado por toda a comunidade em que circula.

“Quando a comunidade decide acolher o animal, entra em contato para solicitar a instalação. Apenas orientamos que a casinha deve ficar em frente à propriedade de alguém que autorize e que não deve prejudicar a passagem das pessoas. Até agora, não tivemos nenhum problema, inclusive há casos de empresas como postos de gasolina, lojas e padarias que cedem o espaço para colocar as casinhas”, falou Fabrícia Costa.

Em Florianópolis, a Dibea não só cadastra cães comunitários, como presta gratuitamente serviços de castração, vacinação, microchipagem e atendimento veterinário, conforme lei sancionada em agosto de 2018 pelo prefeito Gean Loureiro.

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“Ao longo da nossa gestão, a Prefeitura de Florianópolis tem realizado uma série de ações junto à Dibea, sancionado e regulamentado leis, no intuito de garantir o combate os maus tratos, abandonos e melhores condições para animais em situação de rua”, destaca o Prefeito Gean Loureiro que, recentemente, sancionou uma lei que passou a obrigar castração de cães e gatos em áreas de risco de Zoonose na capital catarinense.

“Sabemos que é com a castração que a gente diminui o sofrimento, o abandono dos animais. Infelizmente ainda há resistência de alguns tutores em castrar seus cães e gatos”, concluiu a Diretora da Dibea, Fabrícia Costa.

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