Leonel Pavan desmente informação de que foi alvo da Operação Chabu, da Polícia Federal

Atualizado

O ex-deputado estadual Leonel Pavan desmentiu a informação de que sua casa na avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, teria sido alvo de mandado de busca e apreensão como parte da Operação Chabu, da Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (18).

Pavan disse que recebeu as primeiras ligações sobre as supostas buscas em seu apartamento enquanto almoçava com a família. “Primeiro eu fiquei surpreso, depois fiquei preocupado”, contou à reportagem, por telefone.

O ex-deputado gravou um vídeo em que aparece almoçando com a família. “Fomos surpreendidos de que teria uma visita desagradável na minha casa. Felizmente, nós estamos aqui muito bem, graças a Deus”, disse.

À reportagem do ND+, Pavan afirmou que vem se mantendo distante da política desde que sofreu um AVC, em 14 de maio de 2018. “Eu me desliguei bastante da política e não estou acompanhando nada desde então”, disse. “Mas agora vou ter que acompanhar”, completou.

Em seu apartamento, Pavan aproveita o período de tranquilidade para curtir a família. “Não sei o dia de amanhã, mas hoje não estou participando de nada [relacionado à política]”.

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Entenda a Operação Chabu

Após análises dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018, a Polícia Federal apurou que a suposta organização criminosa construiu uma rede composta por um núcleo político, empresários, e servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal lotados em órgão de inteligência e investigação. O objetivo era embaraçar investigações policiais e proteger o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas.

Durante as investigações foram apuradas várias práticas ilícitas, dentre as quais destacam-se o vazamento sistemático de informações a respeito de operações policiais a serem deflagradas até o contrabando de equipamentos de contra inteligência para montar “salas seguras” a prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas.

As provas obtidas durante as investigações apontam a prática de crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva a suposta organização criminosa.

O nome dado à operação, Chabu, significa dar problema, dar errado, falha no sistema, e é usado comumente em festas juninas, quando os fogos de artifício falham. Segundo a Polícia Federal, o termo era empregado por alguns dos investigados para avisar da existência de operações policiais que viriam a acontecer.

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