Lideranças empresariais apoiam medidas da prefeitura da Capital contra invasões de terra

Reunião com 21 entidades vai debater ações contra ocupação clandestina na Caieira do Saco dos Limões, onde dezenas de famílias construíram barracos em área destinada à construção de interesse social

A Prefeitura de Florianópolis ganhou reforços para combater as invasões irregulares. Vinte e uma entidades organizadas e ONGs passaram a apoiar o município em ações contra ocupações de terras e construção de barracos na Capital. Nesta quinta-feira (28), o prefeito Gean Loureiro (MDB) recebe as lideranças em seu gabinete para discutir medidas de desocupação na Caeira do Saco dos Limões, onde dezenas de famílias construíram barracos numa ampla área destinada à construção do Conjunto Habitacional Alto Caeira. São 192 apartamentos a serem erguidos pelo programa Minha Casa Minha Vida, para famílias cujo rendimento financeiro está na faixa de zero a três salários mínimos.

Ações contra ocupações de terras e construção de barracos na Capital passou a ser apoiada por 21 entidades organizadas e ONGs - Marco Santiago/ND
Ações contra ocupações de terras e construção de barracos na Capital passou a ser apoiada por 21 entidades organizadas e ONGs – Marco Santiago/ND

O presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Lidomar Bison, lembrou que existe um cadastro de pessoas a serem contempladas pelo programa e afirmou ser incompreensível estas ocupações clandestinas. “Não podemos deixar a cidade ser invadida. No caso da Caeira, certamente as invasões estão sendo orquestradas por lideranças política partidária”, disse. Conforme Bison, na reunião desta quinta-feira as entidades saberão como começaram as ocupações na Caeira e o planejamento da prefeitura para conter as invasões.

De acordo com o superintendente de Habitação e Saneamento de Florianópolis, o engenheiro Lucas Arruda, a infraestrutura no Maciço do Morro do Cruz, com construções de muros de contenção, pavimentação de estradas e outras melhorias, vem sendo realizada pelo poder público desde 2006, com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.  “A construção do Conjunto Habitacional Alto Caeira faz parte deste projeto”, afirmou.

Arruda informou que a prefeitura já demoliu pelo menos 15 barracos na Caeira, mas as invasões continuam. “A prefeitura ainda não conseguiu fazer um cadastro das famílias que estão nas áreas ocupadas porque a advogada do movimento não permitiu”, disse.

Para FloripAmanhã, cidade não pode se tornar uma terra de ninguém

As invasões irregulares também são contestadas pela presidente do conselho da FloripAmanhã, Zena Becker. Ela enumerou as invasões nas dunas da praia dos Ingleses, que transformou a área na Favela do Siri; no Morro da Cruz, no Morro do Mosquito e agora na Caeira. “Temos que apoiar o prefeito para adotar uma medida não drástica, convencendo os invasores a se retirarem, senão a cidade vai se tornar uma terra de ninguém”, salientou.

Após a reunião com representantes do CDL, Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis), FloripAmanhã, Fecomércio SC (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Crea-SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Sindicato dos Hotéis, Convention Bureau e outras parcerias empresariais contrárias às ocupações, o prefeito receberá as lideranças que organizaram a invasão na Caeira. Por telefone, o ND tentou falar com a advogada que representa o movimento, mas ela não atendeu as ligações.

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