Livro conta a trajetória de sucesso do empresário e ex-senador Henrique Loyola

Divulgação/ND

Henrique Loyola foi o criador do Prodec (Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense)

Uma história marcada pelo dinamismo, coragem e ideias revolucionárias que mudaram Santa Catarina. Assim tem sido até aqui a trajetória de vida do empresário e ex-senador Henrique Loyola, que é o personagem do o livro “Henrique Loyola – Colecionador de Desafios. O lançamento da publicação ocorreu nesta quinta-feira (14/6/12) no estande da Acij (Associação Empresarial de Joinville) na Expogestão.
Tudo começou há cinco anos. “O problema era iniciar a obra. Não é fácil relatar o nome de pessoas, os acontecimentos e outros fatos. Tive o apoio decisivo do meu amigo, incentivador e assessor Lauro Salvador. Tanto que a ele dediquei a biografia”, comentou o ex-senador.
Loyola lembra que era apenas empresário em Joinville, quando foi chamado para assumir a Secretaria Estadual da Indústria, Comércio e Turismo do governo Pedro Ivo, em 1989. “Nem era filiado a partido político ou tinha no mínimo sido vereador. De uma hora para outra estava envolvido na política. Foi Luiz Henrique da Silveira que abonou minha filiação no PMDB”, recordou.
Embora não tivesse experiência política, surgia a oportunidade para colocar suas ideias em prática. Foi então que Henrique Loyola criou o Prodec (Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense), incentivou o turismo com investimentos no visual com flores, criou a marca “Bela e Santa Catarina”, promoveu mecanismos para a interiorização das Juntas Comerciais no Estado.
Além da Acij, foi presidente do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville. E como ajudar a instituição que passava por uma grave crise financeira? Novamente a inovação partiu de Loyola, criando a doação descontada na conta de energia elétrica. A ideia foi copiada por mais de 500 entidades que até hoje sobrevivem com doações neste sistema de desconto em conta. Era o início dos anos 90 que ficaram registrados em sua vida.
Questionado sobre as principais mensagens do livro e principalmente de sua vida, Henrique Loyola resumiu em três frases: “É poupar e fazer ou gastar e perder”; “Pai rico, filho nobre, neto pobre”; Ninguém aprende a andar de bicicleta no quadro negro”. Ele afirmou que o objetivo do livro é orientar os jovens empresários a entenderem a vida, buscar soluções e nunca perder a esperança.

TRAJETÓRIA

 1932: em 12 de outubro nasce em Joinville José Henrique Carneiro de Loyola, o primogênito de Lauro Carneiro de Loyola e Regina Douat Loyola
 1955: em maio consegue o primeiro emprego na agência do Banco de Crédito Real de Minas Gerais S/A. Começa como auxiliar de cobrança e logo passa a chefe de contabilidade
 1956: no final do ano começa a trabalhar como estagiário no Bancial (Banco Comercial do Paraná), onde no primeiro dia de trabalho descobre uma falha no sistema de recolhimento de imposto do banco. É convidado a retornar a Joinville e preparar a instalação da primeira agência do Bancial em Santa Catarina
 1958: assume em maio a Comércio e Representações Douat S/A, onde permanece até 1960
 1960: segue para Brasília com o objetivo de trabalhar com a representação comercial de marcas de Joinville, como Tigre. Com o nascimento da filha Gabriela, decide voltar no mesmo ano, por opção da esposa
 1962: em 2 de julho é contratado pela Companhia Fabril Lepper como auxiliar de contabilidade. Com o falecimento do contador, é promovido a contador-chefe. Ao encontrar num cofre um envelope com ações ao portador, torna-se acionista da empresa representando sua sogra
 1968: cria a Manchester S/A Corretora de Câmbio e Títulos, credenciada como corretora de valores diretamente ligada à bolsa. Foi a única organização do gênero sediada no interior do Brasil. Entre outras atribuições, a Manchester assinou o processo de abertura de capital das empresas Consul e WEG
 1969: é promovido ao cargo de diretor administrativo da Lepper. Lidera a criação da Manchester S/A Processamento de Dados, que se efetiva em 1970, de forma cooperativa.
O nome de Loyola é incluído na lista tríplice dos candidatos ao governo de Santa Catarina para a sucessão de Ivo da Silveira
 1972: assume o cargo de diretor- presidente da Fiação São Bento
 1987: cria a Fundação 12 de outubro.
Assume a presidência do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de São Bento do Sul e delegado junto à Fiesc
 1988: inaugura a unidade 2 da Fiação São Bento
 1989: assume a Secretaria da Indústria, Comércio e Turismo de Santa Catarina, no governo Pedro Ivo Campos. Em pouco menos de dois anos, implanta o Prodec
 1990: assume a presidência do Conselho de Administração da Sociesc, onde permanece por quase dez anos
 1991: em junho é eleito presidente da Acij (Associação Empresarial de Joinville). É reeleito para um segundo mandato em 15 de junho de 1992 permanecendo no cargo até 14 de junho de 1993, quando passa a membro vitalício do Conselho Superior.
Assume a presidência do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, promovendo a reestruturação da entidade e seu crescimento
 1992: eleito vice-presidente da Fiesc.
Eleito suplente de senador. Assume o Senado em 1996, permanecendo até o final do ano. Volta a assumir o Senado no segundo semestre de 2000 devido à licença do titular Casildo Maldaner
 1994: estimula a criação e preside por seis anos a Associação dos Bombeiros Voluntários de Santa Catarina
 1997: eleito vice-prefeito de Joinville pela chapa de Luiz Henrique da Silveira
 2010: em 2 de agosto, renuncia à presidência da Lepper. A filha Maria Regina de Loyola Rodrigues Alves assume a função

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