Longevidade envolve hábitos saudáveis e planejamento, dizem especialistas

Expectativa de vida do catarinense é a maior do país

Cuidado com a saúde e planejamento financeiro: advogada Juliana Franzoi investiu em previdência complementar para toda a família – Foto: Arquivo pessoal

A busca do homem pela longevidade atravessa a História. No passado, o misticismo imperava e se buscava uma sonhada fonte da juventude. Hoje, a Ciência assumiu o seu espaço e mostra que os cuidados com a saúde são essenciais para viver mais.

Seguindo uma tendência mundial, a expectativa de vida do brasileiro tem aumentado. Quem nascia há um século tinha a expectativa de vida de no máximo 50 anos. Segundo o IBGE, em 2020, a expectativa de vida do recém-nascido no Brasil é de 76,3 anos. O cálculo analisa as taxas de mortalidade e reflete o grau de qualidade de vida e desenvolvimento da população. 

Na medida que se vive mais o foco dos especialistas tem sido as medidas para se viver melhor. A prática de exercícios físicos e alimentação saudável são as principais indicações dos médicos para cuidar da saúde, mas além do corpo, a saúde mental, o intelecto, a atividade social e o planejamento financeiro também são fatores a serem considerados.

Conforme o presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil, Alexandre Kalache, envelhecer bem compreende o acúmulo de quatro capitais ao longo da vida: saúde, conhecimento, amizades e capital financeiro. “Junte a isso uma boa pitada de propósito para saber o que você está fazendo e que diferença você faz para um mundo melhor”, diz Kalache.

No âmbito das finanças pessoais, o brasileiro ainda precisa avançar. Apesar do planejamento financeiro ser considerado um dos pilares para ter qualidade de vida na Terceira Idade, o brasileiro não costuma planejar as contas para o momento de parar de trabalhar. Segundo uma pesquisa realizada em 2019 pelo Banco Central em parceria com outras entidades (Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas e o Serviço de Proteção ao Crédito), 59% dos brasileiros não se planejam para a aposentadoria. 

No Brasil, Santa Catarina é referência em longevidade

Com expectativa de vida de 79,7 anos, Santa Catarina é o estado que lidera a lista de longevidade do país. Em geral os especialistas atribuem o feito à qualidade de vida local que envolve indicadores sociais e rede de saúde considerada referência no país.

“Santa Catarina tem um alto índice de alfabetização, baixa desigualdade econômica (em relação aos outros estados brasileiros), o fator hereditariedade também conta”, diz o presidente da seccional catarinense da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Hercílio Hoepfner Júnior.

“Os avanços da medicina e das demais áreas da saúde também são responsáveis por isso. O nosso clima, a nossa alimentação, o acesso mais fácil tantos às redes de públicas como privadas (são fatores que contam para o segredo da longevidade catarinense),” diz Hoepfner, que é natural de Joinville.

Além da saúde, educação, segurança alimentar e índices sociais, a herança cultural do catarinense também é apontada como um dos fatores. “Vocês não tiveram o legado de ter uma população grande de descendentes dos escravizados, que gerou (no âmbito nacional) uma população excluída, com baixo nível educacional e menos oportunidades“, diz Kalache.

Advogados investem em previdência complementar em busca de bem-estar na aposentadoria

Em Santa Catarina, advogados planejam o futuro financeiro e investem na previdência complementar. São 8.316 advogados e familiares que aderiram ao OABPrev-SC.

“Quando a gente fala em previdência complementar estamos falando do futuro, longevidade”, diz diretor de seguridade do OABPrev-SC, Luís Fabiano Gianini, que destaca a possibilidade adequar o valor da mensalidade com o orçamento familiar.

 “Além de poder escolher  pra quem você pretende deixar o seu pensionamento, não só aqueles obrigatórios por lei, você ainda escolhe prazos, você pode escolher valores. Tudo contratual. Essa é a grande diferença. Nós escolhemos conforme a nossa necessidade e a necessidade da nossa família,” diz. 

Há dez anos a advogada Juliana Franzoi investe na previdência complementar. A adesão começou logo após a formatura. “Eu fui contribuindo, fui vendo que era viável, que tinha possibilidade de fazer aportes e complementar a previdência, então eu podia escolher uma forma que ficasse menos pesada no orçamento mensal”, diz. 

A segurança do investimento motivou Juliana a ampliar o plano para o resto da família. “Depois eu me casei e aí trouxe o meu marido também pra essa previdência privada. Sempre gostei. Fui acompanhando os rendimentos, enfim, é super simples e super fácil né. Logo depois minha filha nasceu, também fiz pra ela e hoje a família inteira é participante da OABPrev”, diz.

Previdência complementar contribui para tranquilidade financeira, diz advogado

Foto: Arquivo pessoal

“As melhores armas para a velhice são o conhecimento e a prática das virtudes. Cultivados em qualquer idade, eles dão frutos soberbos no término de uma existência bem vivida”, diz a frase do livro ‘Diálogo sobre a velhice’ do filósofo Marco Túlio Cícero. A obra escrita em 44 a.C. entrega reflexões sobre o envelhecimento e, apesar do passar dos séculos, permanece contemporânea. 

Trogildo José Pereira, 79 anos, é um exemplo da manutenção da atividade intelectual após a aposentadoria. Autor de livros (‘Ação de imissão de posse’ e ‘minúcias do vernáculo’), Trogildo é aposentado, mas mantém a rotina atrelada à leitura, ao estudo jurídico e à elaboração de peças judiciais. “Continuo sempre advogando, estou na ativa e hoje eu me dou o luxo de fazer uma seleção da clientela que eu tenho”, diz.

Ele também investiu no plano de previdência complementar OABPrev-SC, o que garante mais tranquilidade financeira nessa fase da vida, que inclui a prática de exercícios em academia, viagens e vida social ativa. “Minha situação financeira me permite e a saúde que eu tenho também. Se tu olhares pra mim, tu não vai dizer de jeito nenhum a idade que eu tenho.”

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OAB Prev SC