Luciano Hang diz que Folha de São Paulo não apresentará provas em juízo sobre reportagem

Alvo de reportagem da Folha de São Paulo publicada em 18 de outubro, às vésperas do segundo turno das eleições, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, está cobrando em juízo que o jornal apresente provas de reportagem que, segundo o próprio empresário, tinham como objetivo atacar Jair Bolsonaro (PSL).

A reportagem da Folha apontou que empresários teriam financiaram publicações via WhatsApp para beneficiar justamente o candidato Bolsonaro. Hang negou que tenha financiado qualquer campanha.

Nesta segunda-feira (19), o empresário divulgou nas suas redes sociais que a reportagem completou um mês. “Quando eles lançaram a reportagem eu lancei um desafio para que eles apresentassem as provas, mas eu já sabia que eles não tinha provas”, disse o empresário, que aguarda a citação dos envolvidos no processo.

Quando a reportagem foi publicada, o empresário foi procurado pela reportagem e disse ter informado os jornalistas de que “a notícias era falsa”, nas suas palavras. “Como eles publicaram eu decidi processá-los, eles ignoraram que era uma notícias falsa porque queriam privilegiar o PT”, declarou.

No fim de semana, após um mês da reportagem, a ombudsman da Folha, Paula Cesarino Costa, que faz a leitura crítica das publicações do jornal, publicou editorial sob o título “Caixa dois não tem recibo” e destaca os desafios da reportagem em fazer a denúncia sem poder apresentar as provas colhidas na apuração. “Avalio importante e necessária a reportagem sobre o impulsionamento ilegal em favor de Bolsonaro. É apuração difícil, que, com meandros obscuros a desvendar, abre um caminho rico a ser explorado. No entanto, entendo que o jornal falhou na forma narrativa de apresentá-la ao leitor”, escreve a Ombudsman.

Sobre a publicação, Hang disse que o jornal fez mea culpa.  

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