Mãe e padrasto são indiciados pela morte de criança em Indaial

Atualizado

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o caso da criança de quatro anos que morreu no dia 8 de abril após supostamente ter caído enquanto tomava banho e batido a cabeça no piso em Indaial, no Vale do Itajaí.

O Ministério Público de Santa Catarina apresentou denúncia contra os dois, ambos de 25 anos, e o processo tramita agora no Poder Judiciário.

Embora o caso esteja sob sigilo por tratar-se de um menor de idade, o delegado Flávio Silveira confirmou que o padrasto vai responder por tortura com resultado morte e não por homicídio. Ele está preso desde 9 de abril, quando informações apontavam para uma possível fuga da cidade.

“O crime de tortura com resultado morte é aquele que uma pessoa quer causar sofrimento físico ou mental através de castigo pessoal. Ele não quer matar a pessoa, mas castigar. Só que em virtude desse castigo a pessoa morre”, explica o responsável pelas investigações.

A mãe do garoto, por sua vez, vai responder em liberdade pelo crime de omissão. “Ela não participou dos atos, mas chegamos ao entendimento de que deveria ter evitado”, pontua o delegado.

Caso sejam condenados, o padrasto pode pegar pena de até 23 anos e a mãe, no máximo, cinco anos.

Relembre o caso

No dia 8 de abril, por volta das 11h30, os bombeiros foram chamados para atender o que seria inicialmente um acidente doméstico. Quando os socorristas chegaram à casa, no bairro Benedito, o menino de quatro anos estava desacordado no colo do padrasto.

A criança foi levada ao Hospital Beatriz Ramos, em Indaial, e mais tarde transferida ao Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde morreu de traumatismo craniano. O médico que fez o atendimento chamou a Polícia Militar ao identificar uma série de hematomas do corpo do garoto.

No mesmo dia do acidente, a mãe e o padrasto do menino foram ouvidos e relataram o episódio da queda no banheiro. Entretanto, pouco antes do enterro do garoto, o homem teria admitido à esposa que agrediu o enteado.

“Duas horas antes da sepultura, eu comecei a pressionar ele. Foi aí que ele me pediu perdão e confessou que tinha batido muito nele e que ele caiu no banheiro. Quando ele me confessou, eu pedi ajuda pelo WhatsApp a uma amiga que chamasse a polícia, que ele queria muito fugir. Graças a Deus a polícia chegou e prendeu ele no cemitério”, contou a mãe na época do crime à reportagem da NDTV.

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