Maia reitera que momento exige união de todos e não divergências

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse na manhã desta terça-feira (7), que é momento de união com o Executivo e não de divergências. “O momento é de focar no principal é saber como vamos salvar vidas, garantir empregos e recursos para empresas e para os mais vulneráveis. Olhar menos para as diferenças”, destacou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia participou de ‘live’ nesta terça no combate à Covid-19 – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/ND

Maia participou de uma “live” nesta manhã promovida pela Necton Investimentos, com o tema “Orçamento e saúde fiscal de longo prazo: desafios estruturais”. No final do evento, ele falou que é preciso ouvir o ministro da Saúde, Henrique Mandetta. “É preciso ter previsibilidade”, cobrou, dizendo que o governo federal tem de ter celeridade na execução das medidas, como os repasses de recursos.

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E em meio a tudo isso, é preciso, na opinião do deputado, cumprir a determinação das autoridades de Saúde de quarentena. “Vamos cumprir o que diz Mandetta e OMS. Se é isolamento, é isolamento”, afirmou.

China

O presidente da Câmara utilizou a teleconferência para, mais uma vez, criticar o governo federal e um dos recentes episódios de desgaste nas relações com a China, após as críticas feitas pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Durante uma ‘live’ com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, o ministro disse que considera alta a probabilidade de uma nova epidemia surgir na China porque eles comem tudo o que o sol ilumina e não são como os brasileiros, que criam porco no chiqueiro.

“Não entendo como, num momento de crise, um parente do presidente usa um ministro para atacar a China”, disse Maia no evento da Necton.

Maia voltou a falar da importância da reforma tributária e de outros projetos, mas frisou que o momento é de foco na crise do coronavírus. “O momento agora é de dar tranquilidade às pessoas”, disse. “Vamos construir pontes para o diálogo e retomar a agenda reformista”.

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