Maikon Costa festeja arquivamento de processo: “momento ímpar para nosso mandato”

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Maikon Costa durante a sessão extraordinária que arquivou o processo de cassação do mandato. Foto: Édio Helio Ramos/CMF/Divulgação – Foto: Picasa/ND

Ao lado dos advogados Julia Vergara e Jacques Andrade Silva, que trabalharam na defesa, o vereador Maikon Costa concedeu entrevista coletiva após a sessão extraordinária na Câmara Municipal. “Esse é um momento ímpar não só para o nosso mandato e para a Câmara de Florianópolis”, afirmou.

Vereador Maikon Costa escapa da cassação

Extenuado mentalmente e aliviado, Maikon falou sobre o fato que originou o processo de cassação. “O que eu tentei na verdade foi dar uma polida e a palavra que encontrei naquele momento foi prostíbulo, mas alguém da Câmara com segundas intenções cortou, juntou outro trecho e deu uma característica totalmente diferente do que foi a entrevista, que discutia a questão do fim do recesso parlamentar”, explicou.

Por outro lado, Costa admitiu que foi vítima de um jogo de interesses diante da postura combativa exercida no Legislativo. “Eu toquei em algumas feridas, pois havia uma pressão gigantesca dos servidores para não acabar com o recesso parlamentar. Eu também votei contra o reajuste de 4,5% dos servidores da Câmara e a favor do reajuste de servidores da prefeitura. Isso faz com que eu seja visto como persona non grata e vire inimigo número um deles aqui”, explanou.

Com um dos mandatos mais atuantes da Câmara, Costa acredita que a tentativa de cassação tinha outra justificativa. “Na verdade, o objetivo deles é me frear para que eu não continue investigando casos que estão aqui dentro”, disse, ao lembrar que o orçamento do Legislativo é da ordem de R$ 69 milhões e que existem servidores que recebem supersalários.

Segundo Costa, a forma como tem agido no mandato também tem conflitado interesses no Legislativo. “Já fizemos quatro processos seletivos, trouxe profissionais técnicos, não tenho cabos eleitorais e mudamos a dinâmica, abri mão do celular funcional e de usar carro oficial”, declarou.

Sobre a votação no processo de cassação, Costa não tem dúvida da interferência do prefeito Gean Loureiro. “Você acha que a vereadora Maria da Graça (MDB) votaria pela cassação? Ela não votaria, mas se ela não votasse (pela cassação), ela perderia todos os cargos que indicou no Executivo”, explica. Sobre a ausência do vereador Renato da Farmácia (PL), líder do governo na Câmara, na votação, Costa acredita em coerência. “Desde o início ele mostrou lisura no processo. Como líder de governo, ele passou um recado: questões da Câmara são tratadas na Câmara”, completou.

Contatada pela reportagem, a assessoria do prefeito Gean Loureiro informou que ele não se manifestaria sobre as acusações feitas pelo vereador Maikon Costa.

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