Mais de 60% das rodovias de SC têm situação entre regular e péssima, mostra pesquisa

Rodovia BR-282, mais extensa do Estado e que passa pela Grande Florianópolis, foi mal avaliada no estudo

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgou, nesta quarta-feira (4), pesquisa que mostra que 57,3% dos cerca de 100 mil quilômetros de rodovias brasileiras avaliadas apresentam algum tipo de deficiência em relação à pavimentação, sinalização ou geometria da via. Em Santa Catarina, aproximadamente 61% das estradas estão em situação entre regular e péssima – nenhuma delas foi classificada como “ótima” no estado geral, que leva em conta todos os quesitos. A pesquisa foi realizada em junho e julho de 2015.

CNT/Divulgação/ND

Estudo avaliou 100 mil quilômetros de rodovias brasileiras

Segundo o estudo, as rodovias mais bem avaliadas do Estado receberam apenas a classificação geral de “boa” (em escala dividida em ótimo, bom, regular, ruim e péssimo), entre elas a BR-101, BR-116, BR-280, BR-283 e BR-285. A BR-282, que tem a maior extensão de Santa Catarina (679 km) e passa pela Grande Florianópolis, foi considerada “regular” no estado geral, pavimento e sinalização, e “ruim” em geometria da vida. Todas as estradas estaduais foram avaliadas como ruim ou regular.

Ainda no estado catarinense, entre os dados mais preocupantes está a condição da superfície do pavimento das rodovias – das 3.165 avaliadas, 1.341 estavam desgastadas e 1.100 com trinca em malha ou remendos. A condição das faixas centrais e laterais também teve destaque negativo: 1.795 rodovias apresentaram pintura desgastada na faixa central e 1.700 com o mesmo problema nas faixas laterais.

“Um dos fatores que mais contribuem para as más condições das rodovias é a grande quantidade de rodovias simples de mão dupla. A falta de segunda via aumenta a ocorrência de acidentes”, disse o diretor executivo da CNT, Bruno Batista, ao informar que 86,5% dos trechos avaliados em todo o Brasil têm esse perfil – em Santa Catarina, 2.607 das 3.165 rodovias são de mão dupla.

A deficiência das rodovias resultou em prejuízo tanto para os usuários quanto para o governo. “Foram perdidos R$ 46,8 bilhões em 2014 devido às deficiências do pavimento. Só com acidentes rodoviários foram gastos R$12,3 bilhões. Se todas as rodovias fossem boas ou ótimas em 2015, teríamos também uma economia de 749 milhões de litros de óleo diesel, o que corresponde a R$ 2,1 bilhões. Isso fora os benefícios para o meio ambiente”, acrescentou Batista.

Prejuízo

Para Vander Costa, diretor da CNT, no final é a sociedade que acaba pagando pelo prejuízo. “A concessão talvez seja a saída mais viável”, completa. Segundo ele, é necessário investimento de R$ 300 bilhões para padronizar toda a malha rodoviária brasileira. “Há ainda (gastos com) as pensões por morte, invalidez ou Sistema Único de Saúde. Tudo isso nos faz concluir que investir em rodovias vai trazer economia para os cofres da União”, disse Costa.

Com informações da Agência Brasil.

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