Mais um macaco é encontrado morto no Sul de Santa Catarina

Atualizado

A morte de um macaco bugio no município de Morro da Fumaça, no Sul catarinense, na última quinta-feira (13) trouxe à tona novamente a preocupação sobre a febre amarela em Santa Catarina. De acordo com nota emitida pela Vigilância Epidemiológica da cidade, o animal foi encontrado por um morador e, por conta do estado avançado de decomposição do corpo, não foi possível saber a causa da morte. Mesmo assim, a Gerência Regional de Saúde monitora a situação.

Mais um macaco é encontrado morto em SC – Gerência Regional de Saúde

Essa seria a terceira morte de um animal da mesma espécie neste ano no Estado. No início de abril, o corpo de um animal foi encontrado no município de Garuva, no Norte de SC. À época, a Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) confirmou que o animal tinha febre amarela. Quatro dias depois, também no Morro da Fumaça, outro macaco foi encontrado. Apesar de amostras terem sido coletadas, não houve confirmação da causas do óbito.

Leia também:

Em comunicado pelas redes sociais, o governo municipal do Morro da Fumaça divulgou o caso e informou que segue orientações Gerência Regional.

“O Governo Municipal, através da Vigilância Epidemiológica, foi ao local onde foi encontrado um macaco morto neste sábado, porém, o morador que o encontrou relatou que o animal estava no lugar desde a última quinta-feira, e o laboratório responsável pelas análises esclareceu que não é mais viável fazer os testes devido ao longo período que já se passou da morte do macaco. O Município também seguiu as orientações da Gerência Regional de Saúde”.

Joinville registrou óbito por conta febre amarela em março

A Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina informou a morte de um homem de 36 anos em decorrência da febre amarela em Joinville. O óbito aconteceu no dia 12 de março e foi o primeiro caso autóctone (adquirido no próprio município) com morte pela doença registrado no Estado. Antes do óbito, Santa Catarina não registrava casos da doença em seres humanos desde 1966.

Macacos não transmitem a doença

Apesar das mortes dos animais ressuscitarem o assunto, a Dive alerta que os macacos não transmitem a doença da febre amarela, mas sinalizam a circulação do vírus na região. Diante da situação, ao encontrar um macaco doente ou morto, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser comunicada imediatamente.

Quem deve se vacinar

Desde o segundo semestre de 2018, seguindo recomendação do Ministério da Saúde, todo o estado de Santa Catarina tornou-se Área com Recomendação de Vacinação (ACRV) para febre amarela – antes 162 municípios catarinenses já integravam a ACRV. Desde então, todos os moradores catarinenses com mais de nove meses de idade devem procurar os postos de saúde para se vacinar contra a doença.

Saúde