Mais um preso temporário da Operação Alcatraz deixa a carceragem da Policia Federal

Atualizado

O prazo das prisões temporárias da Operação Alcatraz terminou nesta segunda-feira (03), e mais um dos investigados foi solto às 16h30min, após ser novamente interrogado pelo delegado que conduz a Operação.

Dinheiro apreendido em Florianópolis nesta quinta-feira – PF/Divulgação/ND

O segundo acusado foi novamente ouvido pela PF, que decidiu pedir à Justiça a prisão preventiva. O pedido foi aceito e o acusado seria transferido ao sistema prisional estadual. Os nomes não foram confirmados pela PF.

Dos quatro presos temporariamente, dois haviam sido soltos na sexta-feira: o analista de tecnologia da Epagri, Renato Deggau, e o gerente de Tecnologia e Informação da secretaria estadual da Agricultura e Pesca, Fábio Lunardi Farias. Permaneciam presos temporariamente o servidor Luiz Carlos Pereira Maroso e o gerente de projetos da secretaria de Administração, Edson Nunes Devincenzi.

Também nesta segunda-feira, a SEA (Secretaria de Estado de Administração) divulgou nota sobre as investigações que apontaram um desvio de R$ 25 milhões dos cofres públicos. Segundo a nota, os contratos vigentes estão sendo revistos e que conseguiu reduzir o valor em 32% em relação ao contrato com uma das empresas investigadas. Em paralelo, a SEA abriu um processo administrativo para apurar a responsabilidade dos atos lesivos ao patrimônio público. A nota cita ainda que nenhum servidor citado na investigação tem vínculo com a SEA atualmente.

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Habeas Corpus no TRF4

A defesa do ex-secretário adjunto de Administração, Nelson Castello Branco Nappi Júnior, vai tentar um habeas corpus junto ao TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª região), em Porto Alegre, após indeferimento do pedido de liberdade provisória na 1ª Vara Federal. De acordo com o advogado Giancarlo Castellan, o Habeas Corpus ainda está sendo estudado e montado e não tem data para ser solicitado no TRF4.

A defesa também preferiu não comentar detalhes sobre a estratégia que será utilizada para a defesa de Nelson Nappi, considerado o epicentro do suposto esquema de fraudes nas licitações da Epagri. “Primeiramente vamos nos concentrar no pedido de liberdade. Reservo-me o direito de não comentar a estratégia até porque o processo corre em sigilo”, afirmou.

Procurado pela reportagem do ND, o advogado Francisco Yukio Hayashi, que defende a advogada Michelle Oliveira da Silva Guerra, informou apenas que a prisão da cliente não tem fundamento. “Consideramos a prisão ilegal e estamos nos manifestando a respeito no processo”, resumiu.  De acordo com investigação da PF, o escritório de Michelle teria servido para ocultar o patrimônio de Nappi, que passou a movimentar a conta corrente do escritório jurídico mediante uma procuração outorgada pela advogada. Presa preventivamente na sexta-feira, ela teve a prisão convertida em domiciliar por causa da pouca idade do filho.

O advogado Adilson José Frutuoso, que defende o casal Maurício Rosa Barbosa e Flávia Coelho Werlich não retornou o contato feito pela reportagem do ND. Ambos são proprietários da Intuitiva Digital Solutions, acusada de intermediar as fraudes em processos licitatórios e de fazer parte do esquema de lavagem de dinheiro.

Além de Nappi e do casal de empresários, outras três pessoas continuam presas preventivamente: o servidor Danilo Pereira, o representante da empresa Digitalnet, o ex-representante da DigitalNet, Fabrício Florêncio Margarido, e o ex-presidente da Epagri e ex-prefeito de Ituporanga, Luiz Ademir Hessmann.

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