Mancha escura em Perequê teve relação com esgoto, diz estudo da Univali

Área com alta concentração de microalgas apareceu entre 17 e 20 de janeiro

Um estudo promovido por pesquisadores da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) identificou que a mancha escura avistada sobre a foz do rio Perequê, em Porto Belo, tratava-se de uma floração de microalgas provocada pela alta concentração de nutrientes inorgânicos presentes no esgoto doméstico. O resultado da análise foi divulgado nesta quinta-feira, 4.

Grupo RIC Record/ ND

Mancha foi motivada pela alta concentração de nutrientes inorgânicos presentes no esgoto

De acordo com o laudo, a mancha foi motivada pela junção de quatro fatores que são alta concentração de nutrientes inorgânicos, ambiente estagnado, alta temperatura e alta luminosidade sobre as águas. A avaliação ainda identificou o aporte de nutrientes é resultado do lançamento de esgotos domésticos.

Segundo a pesquisa a situação deverá agravar-se e repetir-se nos próximos anos com o aumento da urbanização desordenada acompanhada pela falta de planejamento do saneamento básico.

A perspectiva apontada pelo estudo afirma que no pior dos cenários a proliferação das algas pode levar a redução drástica da concentração de oxigênio dissolvido na água e, por fim, morte dos organismos aquáticos presentes tanto no rio Perequê como em seus afluentes.

Os resultados dos estudos indicam, ainda, que o lançamento do efluente ocorre de forma difusa em diversos pontos no rio. Na Estação de Tratamentos de Efluentes (ETE) de Itapema, no entanto, foi diagnosticada eficiência de remoção de 99,999% para coliformes totais. 

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